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Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

Porto: Feira do Livro regressa à Avenida dos Aliados

A próxima Feira do Livro do Porto deverá realizar-se na Avenida dos Aliados entre meados de Maio e princípios de Junho, com uma nova imagem, disse o presidente da APEL, citado pela Lusa.
 
«Indo ao encontro da vontade de todos, a feira regressa aos Aliados, integrando o projecto de revitalização da Baixa portuense», precisou Rui Beja, presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL).
Segundo este responsável, «o problema do atravessamento está em vias de ser resolvido em colaboração com a Câmara do Porto».
Referindo-se à nova data, observou que «as condições meteorológicas são boas e o desfasamento da de Lisboa permite uma maior atenção à feira portuense».
A Feira do Porto do próximo ano utilizará os novos pavilhões da de Lisboa, «mais modernos e flexíveis».
A feira de Lisboa realizar-se-á de 23 de Abril a meados de Maio, criando um intervalo que permite o transporte e montagem dos novos pavilhões no Porto.
«Relativamente às novas datas- assinalou- , consultámos o Instituto de Meteorologia e Geofísica e no caso de Lisboa não se identificam diferenças muito significativas, nomeadamente de precipitação entre Abril/Maio e Maio/Junho. A data tradicional, no caso do Porto, também não».
Tornar a Feira do Livro mais atractiva é um dos objectivos da edição do próximo ano, que aposta, tal como na de Lisboa, nas «parcerias com as livrarias da cidade».
«O Porto é um bom mercado, e é a segunda cidade do país, não pode nem deve ser subalternizada, só se beneficia com esta conjugação de esforços», advogou.
Assim que o projecto da «nova Feira do Livro de Lisboa» receba «luz verde» da câmara da capital, a APEL «retoma os contactos com a edilidade do Porto com vista à efectivação do projecto», indicou ainda Rui Beja.

Fonte: IOL Diário

 


publicado por MJFSANTOS às 18:11
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Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Capela de Nossa Senhora da Graça - Junqueira - Vila do Conde

Foto: jf-junqueira


A igreja da Senhora da Graça pertencia ao domínio do antigo Mosteiro de São Simão da Junqueira, tendo sido edificada na sequência da reconstrução da própria igreja do mosteiro, no último quartel do século XVII. De facto, esta casa esteve, durante o século XVI, sujeita ao regime comendatário que, à semelhança do que aconteceu um pouco por todo o país, prejudicou fortemente a economia do mosteiro. Assim, foi somente após a fim deste regime que as instituições religiosas recuperaram a sua autonomia e iniciaram uma dinâmica de actualização estética e decorativa, na qual a construção da capela da Graça se inclui.

 

Esta, encontra-se implantada num local ajardinado, com um muro em seu redor. É antecedida por um alpendre, delimitado por um parapeito e assente sobre colunas dóricas. A fachada principal é aberta por portal com o ano de 1713 epigrafado (data que deverá determinar o final das obras), e um óculo na zona superior. Os diferentes volumes são definidos por cunhais, sobre os quais se projectam pináculos de remate esférico e, sobre as empenas, uma cruz assente num plinto.

 

A austeridade exterior contrasta fortemente com o interior, principalmente ao nível da capela-mor, onde a talha dourada reveste a totalidade do espaço - tecto é em caixotões, as paredes organizam-se em molduras, e o retábulo, de remate polilobado, enquadra uma imagem de cada lado da tribuna. Na nave, as paredes apresentam revestimento azulejar de padrão, tecto de caixotões policromados e os altares exibem retábulos de talha dourada.

 

Nesta medida, verificamos como a capela de Nossa Senhora da Graça se enquadra no contexto setecentista nacional, onde prevaleceu a utilização conjugada do azulejo e da talha dourada, num espaço interior cenográfico e brilhante, muito diferente da sobriedade verificada no exterior.

 

Texto: (Rosário Carvalho) / IPPAR


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Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Museu de Arte Contemporânea (Fundação Serralves) - Porto

Foto: MartaPortugal


Apresentação

 

O Museu tem como objectivos essenciais a constituição de uma colecção representativa da arte contemporânea portuguesa e internacional, a apresentação de uma programação de exposições temporárias, colectivas e individuais, que representem um diálogo entre os contextos artísticos nacional e internacional, assim como a organização de programas pedagógicos que ampliem os públicos interessados na arte contemporânea e suscitem uma relação com a comunidade local. É também objectivo da instituição desenvolver projectos com jovens artistas que permitam a afirmação das suas obras e o desenvolvimento das suas pesquisas. A Colecção do Museu é constituída por aquisições directas, obras em depósito do Estado e de coleccionadores privados, bem como doações. 

História

 

A primeira pedra do Museu de Arte Contemporânea de Serralves foi lançada a 27 de Novembro de 1996. Nesse ano a Administração convida para seu Director Artístico Vicente Todoli, que formou equipa com o Director-Adjunto João Fernandes. A 6 de Junho de 1999 o Museu é inaugurado com a exposição “Circa 1968”. Esta mostra reforçou a ambição internacional do Museu e definiu, tanto para a posterior programação do Museu como para as futuras aquisições, um período cronológico entre meados dos anos sessenta e a actualidade, caracterizado por radicais mudanças de paradigma artístico e por grandes transformações nos contextos sócio-culturais português e internacional.
Em 2003 Vicente Todoli assume a direcção da Tate Modern, em Londres e João Fernandes passa a ocupar o cargo de Director do Museu, constituindo equipa com Ulrich Loock, entretanto convidado para Director-Adjunto

Arquitectura

O Museu de Serralves é um edifício da autoria do arquitecto Álvaro Siza, convidado no início da década de 90 para conceber um projecto museológico que tivesse em consideração singulares condições de espaço e de integração paisagística. Os primeiros estudos datam de 1991 e a construção iniciou-se cinco anos depois. A implantação do edifício aconteceu no espaço da horta da antiga Quinta de Serralves, uma zona que, devido ao seu declive, permitiu semi-enterrá-lo, minimizando o seu impacto no espaço envolvente. Esta escolha permitiu, ao mesmo tempo, evitar o abate de árvores e facilitar o acesso do público ao Museu, a partir de uma nova entrada aberta na Rua D. João de Castro.
Em 1998 iniciou-se o arranjo paisagístico da envolvente do Museu, da autoria de João Gomes da Silva. Uma das principais premissas na origem do projecto foi a relação que o edifício estabelece com o exterior através das amplas janelas, tendo-se optado pela introdução de vegetação originária do Norte de Portugal e pela criação de maciços verdes e de clareiras. Esta nova paisagem veio acentuar a importância da luz como elemento potenciador de diferentes perspectivas sobre o edifício e os espaços que o envolvem.


 

Fonte: Fundação de Serralves


publicado por MJFSANTOS às 12:09
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Domingo, 28 de Dezembro de 2008

O Dia Em que a Terra Parou - Filme em exibição

 

O Dia Em que a Terra Parou

 

The Day The Earth Stood Still

 

De Scott Derrickson

 

Com Kathy Bates, Keanu Reeves, Jennifer Connelly

 

Klaatu (Keanu Reeves) é um extraterrestre com uma aparência humana que aterra num centro comercial, provocando uma série de incidentes. No hospital para onde os militares o levaram, e enquanto Governo e cientistas tentam desesperadamente perceber os seus mistérios, a doutora Helen Benson (Jennifer Connely) consegue estabelecer contacto com o alienígena. E aí, percebe que ele foi enviado à Terra com uma missão: salvar o planeta. Porém, quando lê em Washington as palavras de Lincoln, percebe que os humanos ainda podem ter esperança. "O Dia em que a Terra Parou" é uma nova produção do clássico de ficção científica de 1951, realizado por Robert Wise.

GÉNERO: Drama, Ficção Científica

 

ANO:  2008

 

DURAÇÃO:  92 min

 

CLASSIFICAÇÃO:  M/12

 

PAÍS:  EUA

 

 

SITE OFICIAL

 

SALAS :

 

Cinemax - Cinema da Praça

Sala 1: 15h30, 21h45, 23h50

 

 

Cinemax - Penafiel

Sala 2: 15h30, 21h45, 23h55

 

 

Lusomundo - Dolce Vita Porto

13h50, 16h20, 19h10, 21h50, 00h20

 

 

Lusomundo - Ferrara Plaza

15h40, 18h30, 21h40, 00h20

 

 

Lusomundo - GaiaShopping

13h20, 15h50, 18h30, 21h30, 00h10

 

 

Lusomundo - Mar Shopping

13h10, 15h50, 18h40, 21h30, 00h10

 

 

Lusomundo - NorteShopping

13h50, 16h40, 19h10, 22h, 00h50

 

 

Lusomundo - Parque Nascente

13h, 15h20, 18h, 21h, 23h30

 

 

UCI Arrábida 20

Sala 16: 14h10, 16h40, 19h15, 22h, 00h40


publicado por MJFSANTOS às 01:59
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Sábado, 27 de Dezembro de 2008

Porto vai ter oceanário


A cidade do Porto vai ter um oceanário junto ao Parque da Cidade, que deverá abrir portas até Fevereiro de 2010, anunciou o presidente da autarquia, Rui Rio, citado pela agência Lusa.
 
Em conferência de imprensa, Rui Rio afirmou que este oceanário «Sea Life Center», de menor dimensão do existente em Lisboa, será construído de raiz atrás do café «Bela Cruz» pelo promotor Merlin Entertainments (Sea Life) Limited, com sede em Londres, Inglaterra.
Trata-se de um investimento de cerca de 10 milhões de euros que conta com uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), que permitirá criar «100 postos de trabalho directos», acrescentou o vereador do Urbanismo, Lino Ferreira.
O oceanário terá cerca de 1300 metros quadrados de área coberta e ficará implementado num total de 4500 metros quadrados de terreno, cabendo ao promotor a construção de uma área de jardins e lagos nesse espaço adjacente ao novo equipamento.
«Terá os mais diversos peixes, incluindo tubarões», enalteceu Rio, que visitou na Alemanha um «Sea Life Center» em Outubro do ano passado, dando assim início à «negociação para trazer o investimento para a cidade».
Rui Rio salientou que o grupo Merlin, que se dedica à criação e gestão de atracções turísticas como «Legoland Parks», «Earth Explorer» e «Dungeons», fica ainda obrigado a disponibilizar à autarquia 2.500 bilhetes por ano.
A ideia é garantir que todos os alunos das escolas do ensino básico geridas pela Câmara tenham a oportunidade de visitar o «Sea Life Center» antes de concluir o 1º ciclo.

(Texto: IOL Diário)


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CONCORDO (O PORTO MERECE)

NÃO CONCORDO (DINHEIRO MAL INVESTIDO)

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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

Capela de São João da Igreja de Vairão - Vila do Conde

Foto: cmviladoconde


O mosteiro de Vairão foi construído na Alta Idade Média, datando as primeiras referências à comunidade dos séculos X-XI, em pleno processo de consolidação cristã dos territórios que viriam a originar o Condado Portucalense. Em 1141, D. Afonso Henriques passou carta de couto ao cenóbio, sendo esse documento revelador da importância do mosteiro, que detinha um património fundiário considerável, disperso por várias actuais freguesias. Infelizmente, desses primeiros capítulos de vida da comunidade feminina de Vairão nenhum vestígio material chegou aos nossos dias. As parcelas mais antigas correspondem ao século XIV, época em que se procedeu à reformulação do conjunto românico e em que o mosteiro terá atingido o seu ponto de maior expansão.

A Capela de São João Baptista, único elemento que mereceu a classificação legal deste complexo edificado, foi construída décadas depois do período de apogeu da comunidade. Deverá datar de 1551, data que consta de um brasão associado à capela e que deve corresponder ao início dos trabalhos ou, em alternativa, à conclusão do projecto, solenemente simbolizada pela colocação do brasão dos promotores.

A capela é um característico espaço quinhentista, de planta quadrada, coberta por abóbadas de cruzaria de ogivas e iluminada por janela lateral. O acesso faz-se a partir da nave da igreja monacal, através de arco de lintel recto. As paredes laterais são integralmente revestidas por azulejos de padrão geométrico, enquanto que a parede fundeira é ocupada por retábulo maneirista, da segunda metade do século XVI, pouco posterior à conclusão da obra de arquitectura. O ciclo pictórico é alusivo a São João Baptista, denotando influências espanholas, possivelmente através da oficina de Martinez Montañes. Este retábulo foi alvo de uma intervenção durante a época barroca, período a que pertence o sacrário e o frontal de altar, este último decorado com uma representação da Última Ceia. Observam-se ainda vestígios de pintura mural, ligeiramente abaixo do brasão, que carecem de um estudo aprofundado.

Fonte: PAF / IPPAR


 


publicado por MJFSANTOS às 23:52
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Sábado, 20 de Dezembro de 2008

Ballet Estatal Russo de Rostov no Porto

 

 

Local: Coliseu do Porto

 

Dia: 4 Janeiro 2009, Domingo, pelas 21:30 H


 

O Quebra-nozes, convertido em uma tradição natalina em todo o mundo, é também, junto com A Bela Adormecida e O lago dos Cisnes, o ballet mais célebre de Tchaikovsky. Estreou em dezembro de 1892 no legendário teatro Mariinskii de São Petersburgo, sob a coreografia original de Lev Ivanov e o livreto de Marius Petipa.

A história se inspira no célebre conto de E.T.A. Hoffmann “O quebra-nozes e o rei dos ratos”, mesmo que o argumento que, anos mais tarde, daria vida ao ballet de Tchaikovsky deriva de uma adaptação que Alexandre Dumas pai fez do texto.

A história tem lugar na Alemanha, na casa do respeitável juiz Stahlbaum, no Natal. O matrimônio e seus filhos –Clara, Luisa e Fritz- recebem a visita de seus familiares, entre eles o velho Drosselmayer, um solteirão excêntrico e amante da magia. Este traz a Clara um regalo muito especial: um quebra-nozes de madeira. Fascinada com seu novo brinquedo, a menina dorme abraçada a ele. Na metade da noite, Clara se desperta: os brinquedos ganham vida e ela se encontra perseguida por um exército de ratos. Desencadeia-se uma batalha entre os ratos e os soldados, liderados pelo Quebra-nozes. Depois, a menina, o brinquedo e Drosselmayer empreendem a busca do Rei dos ratos ao Pais das Neves e outros lugares mágicos, onde viviam extraordinárias aventuras. Finalmente, todo se desfaz e Clara desperta na sua casa junto ao seu boneco.


O Quebra-nozes é, assim, uma fábula que fala da saudade perpétua pela infância perdida e do contraste entre a realidade do mundo dos adultos e o mundo dos sonhos das crianças. Graças a seu colorido, a extraordinária imaginação que desbordam os personagens e as aventuras, e a inesquecível música de Tchaikovsky, O Quebra-Nozes se converteu em um dos ballets mais representados do mundo, e especialmente nestas datas.

 


Fonte: PortoXXI


publicado por MJFSANTOS às 05:29
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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Reabilitação do Mercado do Bolhão vai respeitar «integralmente» edifício

 


A Câmara do Porto assinou, esta quinta-feira, um protocolo com o Ministério da Cultura para a reabilitação do Mercado do Bolhão, orçada em 20 milhões de euros. Ouvido pela TSF, o presidente Rui Rio adianta que já conseguiu o dinheiro necessário e que vai manter «integralmente» a traça do edifício.

 

Foi assinado, esta manhã (quinta-feira), o protocolo que entrega ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico a responsabilidade de fazer o projecto de recuperação do Bolhão.

   

É a nova solução encontrada pela autarquia depois do fim do acordo com a empresa holandesa que foi escolhida inicialmente para recuperar o mercado.

 

Ouvido pela TSF, Rui Rio garante que já conseguiu o dinheiro necessário para financiar uma boa parte da obra e reitera que o edifício actual não sofrerá alterações.

 

«Não há dúvida nenhuma que vamos cumprir aquilo que é nossa prioridade, que é preservar integralmente aquele edifício», salienta.

 

As obras devem começar em 2010. Um calendário que não agrada à Associação de Comerciantes do Bolhão, o presidente Alcino Sousa defende que as obras já deviam ter começado.

 

«Claro que vem tarde e quanto mais depressa fizermos obras no mercado melhor, porque a situação económica de alguns comerciantes está a dar cabo de nós», alerta.

Na resposta, Rui Rio admite que o processo até poderia ter avançado mais depressa, mas diz que para que esta situação tivesse avançado a Câmara do Porto teria de ser irresponsável.

   

«Podia ter sido há mais tempo, podia, mas se fosse inconsciente, colocava o dinheiro público à andar para a frente, fazia dívida e amanhã quem viesse fechava a porta. Agora vamos começar esta obra com o dinheiro público, não há outra hipótese, o mais depressa possível em função das leis que regem este país», salienta.

   

O arquitecto que elaborou o primeiro projecto para a recuperação do Bolhão e que nunca passou do papel, confessa que se sente magoado com a câmara. Joaquim Massena continua sem perceber porque razão o seu trabalho não foi aproveitado.

   

«Não basta dizer porquê que o projecto não serve, mas dizer o motivo. É um dever da câmara esclarecer não só uma equipa que cumpriu o seu dever, como a cidade. Estamos a falar de um milhão de euros e por isso deve esclarecer a razão pela qual vai pôr de parte este trabalho», adiantou.

   

O presidente da câmara do Porto não quer fazer grandes comentários sobre estas declarações. Rui Rio diz apenas que o comportamento do arquitecto ao longo de todo o processo nem sempre foi o mais indicado.

 

Depois de concluídas as obras no mercado do Bolhão, a autarquia vai procurar um gestor privado, se não o encontrar Rui Rio garante que a autarquia assumirá a gestão do mercado.

 


Fonte: TSF Online


publicado por MJFSANTOS às 02:00
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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

IGREJA E EDIFÍCIO DA MISERICÓRDIA DE VILA DO CONDE

Foto: cmviladoconde


Embora o compromisso da sua fundação date de 1499, a irmandade da Misericórdia de Vila do Conde foi fundada em 1510. A confraria instalou-se numas casas contíguas à capela do Espírito Santo, tendo decidido em 1522 edificar uma igreja para a irmandade, com respectiva casa do consistório e hospital.

O terreno onde iria ser edificado o templo foi doado por Álvaro Fernandes da Rua e sua mulher, localizando-se na área fronteira ao velho hospital de Vila do Conde. No entanto, as obras da Casa da Misericórdia só se iniciaram em 1559, depois de demolida a capela de São Miguel o Anjo, situada nesse mesmo terreno.

O conjunto edificativo existente, composto pela igreja e pela casa do consistório, apresenta um modelo maneirista, de linhas sóbrias e depuradas. A igreja, de planta rectangular é precedida por escadaria, com portal principal de moldura rectangular ladeado por dois pares de colunas jónicas, num modelo de inspiração serliana, encimado por um conjunto de imagens de vulto, o da esquerda representando Nossa Senhora da Conceição, o da direita figurando a Visitação. A fachada é rematada em empena.

O interior da igreja, de nave única, é revestido por painéis de azulejo de padrão, fabricados na oficina lisboeta de Domingos Francisco e colocados em 1692, no mesmo ano em que foi construído o coro e os caixotões de madeira do tecto, pintados com motivos florais. Os retábulos colaterais, executados em 1662, estão separados da nave por uma grade de pau preto, e decorados por um conjunto de pinturas executado entre 1663 e 1666.

No século XVIII a igreja sofreu algumas alterações na sua estrutura interior. Nos anos de 1743 e 1744 os irmãos patrocinaram a edificação de uma tribuna, desenhada pelo arquitecto Nicolau Nasoni e decorada com talha, da autoria do mestre Manuel Rocha, e encomendaram um novo retábulo-mor, de talha barroca, possivelmente obra do mesmo mestre.

O edifício do consistório, onde terá funcionado também o hospital da irmandade, desenvolve-se em planimetria quadrangular, estando dividido em dois pisos. A fachada, também precedida por uma escadaria, possui portal de moldura rectangular, ladeado por dois janelos. No segundo registo foram abertas três janelas de sacada, duas de moldura rectangular encimadas por friso, semelhantes à porta, outra com arco conopial, de gosto manuelino. Esta moldura, de execução anterior à edificação da casa, poderá ter sido aproveitada da capela situada neste local, demolida para dar início à construção da Misericórdia. A sineira da igreja foi colocada sobre a fachada do consistório.

 
Texto: Catarina Oliveira / IPPAR/2005


publicado por MJFSANTOS às 06:27
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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Casa de Submosteiro Ou Casa dos Vasconcelos - Vila do Conde

 


O actual Auditório Municipal de Vila do Conde foi, outrora, a residência da família Vasconcelos, que habitou este imóvel desde o século XVIII, data da sua aquisição, até à década de 1970, quando os seus descendentes venderam a casa para aí ser construído um Centro Comercial. A intervenção da Câmara acabou por interromper o processo, transformando o imóvel em auditório, sob projecto do arquitecto Maia Gomes (1986), e conservando a antiga fachada.

Não são muitas as informações disponíveis sobre o solar dos Vasconcelos, mas sabe-se que esta construção nasceu da casa sobradada adquirida por Paulo Fernandes para sua habitação, no século XVIII, e do celeiro construído por Jacinto Vieira de Barros, em 1689. A intervenção em ambos os espaços ocorreu na década de 1770, por iniciativa de Paulo José de Lima, que herdara do pai a casa sobradada, e Mónica Esclástica Monteiro de Barros, herdeira do celeiro.

A casa de planta rectangular, desenvolve-se em dois pisos, com fachada seccionada por pilastras. No primeiro piso, abrem-se duas portas e duas janelas, encontrando-se a porta central flanqueada por óculos polilobados e encimada pela pedra de armas dos Vasconcelos. Esta, interrompe o ritmo das janelas e sacada do andar nobre, assentes sobre mísulas e formando uma espécie de friso que acentua a divisão entre os andares.

Esta edificação, que pretendia constituir uma marca de poder por parte de quem a habitava, e que assim impunha à vila a sua ascendência nobiliárquica, integra-se num conjunto de imóveis que, pela mesma época, surgiram em Vila do Conde. A vocação piscatória desta localidade, bem visível nas suas habitações de carácter modesto, passou então a ser pontuada por uma série de casas brasonadas, cujos proprietários tinham ligações de parentesco com as freiras que professavam em Santa Clara.

 

Texto: (Rosário Carvalho) / IPPAR


 


publicado por MJFSANTOS às 06:59
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