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Sábado, 18 de Outubro de 2008

Guilherme Braga

 

 Guilherme da Silva Braga (Porto, 22 de Março de 1845 – Porto, 26 de Julho de 1874) foi um tribuno e poeta português.

Nascido na Rua de Sant'Ana, no bairro da Sé do Porto, Guilherme Braga era irmão de Alexandre José da Silva Braga, tio de Alexandre Braga, filho e amigo de infância de Alberto Pimentel. Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, Guilherme Braga foi redactor-chefe da Gazeta Democrática, tendo-se correspondido com Victor Hugo. Traduziu o Atala de François-René de Chateaubriand, colaborou em diversas revistas e jornais, tais como Giralda, Diário da Tarde, Nacional e Luta.

A sua obra poética mostra constantemente o tema obsessivo da morte, pressentida dia-a-dia, expressa de forma tão coloquial que chega a lembrar Cesário Verde. Cultivou, também, a temática social e humanitária, de inspiração victor-huguana, e o lirismo amoroso, de tonalidade parnasiana. Nos seus versos, Guilherme Braga era violento contra os falsos ministros da religião, entusiasta apaixonado pela liberdade, de grande sensibilidade e ternura ao descrever as alegrias do lar.

Era casado com Maria Adelaide Braga, que sucumbiu dois meses depois do falecimento do marido. Alberto Pimentel, no livro intitulado Homens e datas, consagra um saudoso artigo biográfico à memória do desditoso poeta portuense, que morreu contando apenas 29 anos de idade, vítima de tuberculose, já depois de ter sofrido a perda de quatro filhos.

Texto: pt.Wikipédia

 

Últimas Palavras de Guilherme Braga: "Meu Deus! sofre-se assim e o céu cheio de estrelas"

Obras

  • Ecos de Aljubarrota, 1868
  • Heras e Violetas, Porto, 1869
  • O mal da Delfina, 1869
  • Os Falsos Apóstolos, 1871
  • O Bispo, 1874
  • Poesias, postumamente, 1898

Fonte: Wikipédia

POEMA:

9 DE JULHO

 

Troa um férvido rebate

Como signal de combate

Dentro dos muros sagrados!

Sejamos dignos herdeiros

Dos indomáveis guerreiros

Dos nossos dias passados!

Rindo, affrontemos os crimes,

Como apóstolos, sublimes!

Valentes, como soldados!

 

Saudemos a ideia santa

Que aos pés dos livres supplanta,

Quebra, esmaga as gargalheiras!

A ideia que n’estes muros

Acossa os corvos escuros,

Ergue as sagradas bandeiras,

E, ante um deus mentido e falso,

Riu do algoz no cadafalso,

Riu das ballas nas trincheiras!

 

Sim! d’essa ideia aos impulsos

Que o Porto desprenda os pulsos

Dos ferros da iniquidade!

Entremos na lucta ardente,

Filhos da raça valente,

Filhos da heróica cidade!

Com phrenetico delírio

Entre a gloria, entre o martyrio,

Saudemos a liberdade!

 

A liberdade! a estrella redemptora,

Cheia de imensa luz,

Que fulgia, serena como a aurora,

Na fronte de Jesus!

 

A liberdade! a ideia tormentosa,

Mil vezes n’um só,

Que rugia, tremenda e clamorosa,

Na voz de Mirabeau!

 

Se, á luz de mil granadas coruscantes,

Lh’ergueram novo altar

Nossos pães, ao saudal-a agonisantes,

Na serra do Pilar,

 

Sem medo aos sabres nus entre as espadas

Que ferem nossa mãe

Sobre estas velhas aras derrubadas

Saudemol-a também!

 

Mas ah! Porque a seus pés a nova guarda assoma,

E altiva lhe consagra os hynnos do futuro,

Tem nas veias o arder o torvo filtro impuro,

Dos Borgias e veneno! O bálsamo de Roma!

 

O escuro umbra et nihil, que Roma tinha á porta,

Negreja agora aqui nas armas da cidade!

O altar é mausuléo ! Filhos da Liberdade,

Enramae de laureis a campa d’essa morta!

 

 

In “Poesias” – Ed. R.V. – Barcelos – 1898

 

 


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Terça-feira, 10 de Junho de 2008

Estátua do António da Silva Porto

Busto de bronze, da autoria de Barata Feyo, inaugurado em 1950, existente no Jardim de S. Lázaro.

 


António Carvalho da Silva (Porto 11 de Novembro de 1850 - Lisboa em 1893) foi um pintor português que mais tarde adoptaria para apelido o nome da sua cidade natal, ficando conhecido por Silva Porto.

Estudou na Academia Portuense de Belas Artes, estagiou em Paris (1876-1877) e em Itália (1879). Em 1879 regressou a Portugal. Aureolado de prestígio , foi convidado para ensinar na Academia de Lisboa como mestre de Paisagem. Em 1880 realiza uma exposição de quadros paisagísticos inundados de luz, tendo D. Fernando adquirido o quadro Charneca de Belas. Fez parte do chamado Grupo do Leão, juntamente com António Ramalho, João Vaz, José Malhoa, Cesário Verde, Columbano e Rafael Bordalo Pinheiro. Entre outros galardões, recebeu a medalha de ouro da Exposição Industrial Portuguesa de 1884 e a primeira medalha do Grémio Artístico.

A sua pintura, cheia de luz e cor, é sobretudo inspirada na própria Natureza. É tido como um dos fundadores do naturalismo em Portugal.

Encontra-se largamente representado no Museu do Chiado, em Lisboa, e no Museu Nacional Soares dos Reis no Porto.

Existe uma rua em sua honra, com o seu nome, na freguesia de Paranhos, Porto e o Parque Silva Porto na freguesia de Benfica, Lisboa.

(wikipedia)


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Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

Jorge Nuno Pinto da Costa

Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa é o presidente do Futebol Clube do Porto desde 1982, sendo considerado o grande responsável pelos êxitos nacionais e internacionais do clube desde então. 

 Biografia

Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa nasceu no Porto a 28 de Dezembro de 1937. Do casamento de José Alexandrino Teixeira da Costa e Maria Elisa Bessa Lima de Amorim Pinto, que acabariam por divorciar-se poucos anos depois, nasceram outros quatro filhos: José Eduardo, Maria Alice, António Manuel e Eduarda. Jorge Nuno faz a escola primária no colégio Almeida Garrett, tendo simultaneamente aulas particulares de Inglês e Francês. Aos 10 anos vai estudar para o Instituto Nun'Álvares, mais conhecido por Colégio das Caldinhas, em Santo Tirso, um colégio jesuíta onde estudam os filhos das melhores famílias da região. De regresso ao Porto, consegue o seu primeiro emprego aos 19 anos no Banco Português do Atlântico, onde foi colega de Artur Santos Silva. É mais ou menos por essa altura que inicia a sua ligação ao FC Porto como dirigente, mantendo contudo o seu emprego no banco e trabalhando mais tarde como vendedor de tintas e resinas, até passar a dedicar-se a tempo inteiro ao dirigismo. Publicou em 2005 a sua autobiografia, Largos Dias Têm Cem Anos, com prefácio de Lennart Johansson, presidente da UEFA entre 1990 e 2007.

 

Vida pessoal

Ao regressar ao Porto após vários anos no colégio em Santo Tirso, Pinto da Costa reencontra a filha de um amigo da família com quem convivera na infância, Manuela Carmona, e apaixona-se. Após vários anos de namoro, Manuela é convidada para trabalhar na Alemanha, onde consegue também um emprego para o namorado. Pinto da Costa, não querendo afastar-se do FC Porto, recusa a proposta e pede a namorada em casamento. Casam em Abril de 1964 e o primeiro e único filho do casal, Alexandre, nasce em 1967. Em 1985 Pinto da Costa conhece e apaixona-se por Filomena Morais, e em 1987 nasce da união a sua segunda filha, Joana. Já no século XXI separa-se de Filomena, assumindo o namoro com Carolina Salgado, que viria a terminar em 2005. Após uma separação conturbada de Carolina Salgado, em Outubro de 2007 Pinto da Costa volta a casar com a sua segunda mulher, Filomena.

 

Ligação ao FC Porto

 

De adepto a director

É por influência do tio Armando Pinto, entusiasta de futebol que fora presidente do Famalicão, que Jorge Nuno Pinto da Costa começa a interessar-se por futebol. É o tio quem paga os ingressos do FC Porto x Sporting de Braga, o primeiro jogo a que Jorge Nuno, com 8 anos, assiste no Campo da Constituição, na companhia do seu irmão José Eduardo. Desde então não mais se desligou do clube, nem mesmo quando se encontrava longe do Porto, procurando sempre que possível ouvir o relato das partidas. Quando completa 16 anos, em Dezembro de 1953, a avó materna inscreve-o como sócio do FC Porto.

Após o regresso ao Porto, Jorge Nuno acompanha religiosamente os jogos do clube, sobretudo de futebol e hóquei em patins. Com cerca de 20 anos, é convidado pelo responsável pela secção de hóquei em patins para ocupar o lugar de vogal, e aceita. Em 1962 passaria a chefe de secção, cargo que viria a acumular com o de chefe da secção de hóquei em campo. Em 1967 passa a ser também chefe da secção de boxe, onde conhece Reinaldo Teles, na altura atleta da modalidade.

Em 1969, é convidado por Afonso Pinto de Magalhães a integrar a sua lista para as eleições desse ano como director das modalidades amadoras. Assim, Pinto da Costa assume pela primeira vez um cargo eleito no FC Porto, de 1969 a 1971. No final desse período, apesar de ter sido convidado por Américo de Sá a candidatar-se com ele, recusou o convite por considerar que o novo candidato deveria apresentar-se às urnas com uma lista totalmente renovada.

Em 1976, em conversa com um grupo de amigos e apesar de não se encontrar a desempenhar funções no FC Porto, alguns deles - boavisteiros - provocavam Pinto da Costa por o seu clube ter deixado que o futebolista Amarildo, praticamente contratado, "fugisse" para o Boavista. Em resposta, Pinto da Costa disse apenas que "largos dias têm cem anos", decidindo nesse preciso momento - soube-se mais tarde, aquando da publicação da sua autobiografia - regressar ao dirigismo desportivo. Conversou com o presidente Américo de Sá e comprometeu-se a fazer parte da sua lista nas eleições seguintes como director do departamento de futebol.

Ainda antes das eleições, acertou com José Maria Pedroto, treinador do Boavista, o seu regresso ao FC Porto, onde já havia sido jogador e treinador. Em Maio desse mesmo ano, Pinto da Costa volta a ser dirigente do FC Porto. É com Américo de Sá como presidente, Pinto da Costa como director do futebol e Pedroto como treinador que o FC Porto consegue quebrar, em 1977-78, o jejum de 19 anos sem vencer um campeonato nacional. Apesar disso, o final da década de 70 é um período conturbado para o FC Porto, e Pinto da Costa e Pedroto acabam por deixar o clube em 1980.

 

A presidência

Em Dezembro de 1981 as coisas continuam a correr mal ao FC Porto, e é então que um grupo de sócios se une com o objectivo de convencer Pinto da Costa a candidatar-se à presidência do clube. O "sim" demora a surgir, mas perante a insistência dos sócios Pinto da Costa acaba por aceitar, convidando Pedroto para voltar a treinar a equipa principal. Candidatando-se em lista única, Jorge Nuno Pinto da Costa vence as eleições de 17 de Abril de 1982, tornando-se o 33º presidente do FC Porto (ver a cronologia de presidentes do FC Porto no artigo relativo ao clube).

No mesmo ano, o hóquei em patins do clube, que não havia vencido qualquer título desde a sua implementação em 1955, vence a Taça das Taças, arrancando para um período de ouro que se prolonga até aos dias de hoje. Em 1984, o FC Porto chega à sua primeira final Europeia de futebol, na Taça das Taças, contra a Juventus, da qual sai derrotado por 2-1. Em 1987 vence a Taça dos Clubes Campeões Europeus e a Taça Intercontinental, e depois a Supertaça Europeia relativa à mesma época, já no início de 1988. A década de 90 seria gloriosa para o futebol portista graças à conquista de oito campeonatos, cinco deles consecutivamente - o Penta, feito inédito no futebol português. Já no século XXI o clube azul e branco aumentaria o seu palmarés internacional, vencendo a Taça UEFA em 2003 e a Liga dos Campeões em 2004 sob o comando de José Mourinho e a Taça Intercontinental do mesmo ano já com Victor Fernandez.

 

 

Obra

 

Feitos importantes
  • inserção de publicidade nas camisolas do FC Porto, sendo o primeiro clube português a fazê-lo, em 1983
  • criação da Loja Azul, em 1983, hoje uma cadeia de lojas
  • criação da Revista Dragões em Abril de 1985
  • criação dos prémios Dragão de Ouro em 1986
  • rebaixamento do relvado do Estádio das Antas, aumentando a capacidade das bancadas para 90.000 espectadores, em 1986 (o posterior encadeiramento das bancadas, nos anos 90, voltaria a reduzir a lotação do estádio para 50.000)
  • criação da secção de desporto adaptado em 1986
  • criação da FC Porto, Futebol, SAD, e da FC Porto, Basquetebol, SAD, em 1997
  • construção do Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, inaugurado em 2002
  • construção do Estádio do Dragão, inaugurado em 2003

 

Palmarés

 

Futebol
  • 2 Taças dos Clubes Campeões Europeus/Liga dos Campeões (1987 e 2004)
  • 1 Supertaça Europeia (1987)
  • 1 Taça UEFA (2003)
  • 2 Taças Intercontinentais (1987 e 2004)
  • 15 Campeonatos Nacionais (cinco deles consecutivos, de 1994 a 1999, constituindo um marco inédito no futebol português)
  • 9 Taças de Portugal
  • 14 Supertaças Cândido de Oliveira

 

 Andebol
  • 4 Campeonatos Nacionais
  • 3 Taças de Portugal
  • 2 Taças da Liga
  • 3 Supertaças

 

 Basquetebol
  • 5 Campeonatos Nacionais
  • 10 Taças de Portugal
  • 4 Taças da Liga
  • 4 Supertaças

 

 Hóquei em Patins
  • 2 Taças dos Campeões Europeus (1986 e 1990)
  • 1 Taça das Taças (1982 e 1983)
  • 2 Taças CERS (1994 e 1996)
  • 1 Taça Continental (1987)
  • 16 Campeonatos Nacionais
  • 11 Taças de Portugal
  • 14 Supertaças António Livramento

 

 Outros
  • 4 títulos no boxe
  • 2 títulos no halterofilismo
  • 11 títulos na natação
  • 2 títulos no voleibol
  • dezenas de títulos nas camadas jovens das diversas modalidades

Ligações externas


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Sábado, 7 de Junho de 2008

Estátua de Afonso Costa - Praça 24 de Agosto - Porto

Escultura em bronze de Afonso Costa, assente sobre um plinto de pedra com respectiva dedicatória inscrita, em que se destaca a sua expressão facial de entusiasmo e o movimento dos braços, traduzindo a sua vocação de político e a reconhecida capacidade de retórica.

 


Afonso Augusto da Costa (Seia, 6 de Março de 1871 — Paris, 11 de Maio de 1937) foi um advogado, professor universitário, político republicano e estadista português.

Foi um dos principais obreiros da implantação da República em Portugal e uma das figuras dominantes da Primeira República.

 

 

 

Biografia

Filho de Sebastião Fernandes da Costa, nasceu em Santa Marinha, no concelho de Seia, a 6 de Março de 1871.

Faleceu a 11 de Maio de 1937 em Paris.

Está sepultado no cemitério de Seia, onde os republicanos do Porto lhe erigiram em 1971 um monumento que é hoje considerado como dos mais representativos da arte funerária portuguesa...

 

Ver mais em: pt.wikipedia

 


 


publicado por MJFSANTOS às 07:52
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Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

Estátua de António Nobre - Porto

Escultura de Tomás Costa, projecto de Correia da Silva, data de 1926, tendo sido inaugurada em Março de 1927. Encontra-se no Jardim João Chagas, sendo um monumento com busto de bronze, em que se sita a obra do poeta "SÓ", com ramos de flores e uma linha alegórica à sua inspiração poética.

 


António Pereira Nobre (Porto, 16 de Agosto de 1867 — Foz do Douro, 18 de Março de 1900), mais conhecido como António Nobre, foi um poeta português cuja obra se insere nas correntes ultra-romântica, simbolista, decadentista e saudosista (interessada na ressurgência dos valores pátrios) da geração finissecular do século XIX português. A sua principal obra, Só (Paris, 1892), é marcada pela lamentação e nostalgia, imbuída de subjectivismo, mas simultaneamente suavizada pela presença de um fio de auto-ironia e com a rotura com a estrutura formal do género poético em que se insere, traduzida na utilização do discurso coloquial e na diversificação estrófica e rítmica dos poemas. Apesar da sua produção poética mostrar uma clara influência de Almeida Garrett e de Júlio Dinis, ela insere-se decididamente nos cânones do simbolismo francês. A sua principal contribuição para o simbolismo lusófono foi a introdução da alternância entre o vocabulário refinado dos simbolistas e um outro mais coloquial, reflexo da sua infância junto do povo nortenho. Faleceu com apenas 33 anos de idade, após uma prolongada luta contra a tuberculose pulmonar.

Ler Mais em : (pt.wikipedia)

 


 


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Terça-feira, 11 de Março de 2008

Monumento a Raul Brandão - Foz do Douro - Porto


 

Raul Germano Brandão (Foz do Douro, 12 de Março de 1867 — Lisboa, 5 de Dezembro de 1930), militar, jornalista e escritor português, famoso pelo realismo das suas descrições e pelo liricismo da linguagem.

Biografia

Raul Germano Brandão nasceu na Foz do Douro a 12 de Março de 1867, localidade onde passou a sua adolescência e mocidade. Sendo filho e neto de homens do mar, o oceano e os homens do mar foram um tema recorrente da sua obra.

Depois de uma passagem menos feliz por um colégio do Porto, Raul Brandão gravita para o grupo dos nefelibatas, sendo sobre o seu signo que desperta para o mundo das letras e publica as suas primeiras obras. Em 1891, terminado o curso secundário e depois de uma breve passagem, como ouvinte, pelo Curso Superior de Letras, matricula-se na Escola do Exército. Com este ingresso, ao que parece a contragosto, inicia uma carreira militar caracterizada por longas permanências no Ministério da Guerra envolvido na máquina burocrática militar. Nas suas próprias palavras: no tempo em que fui tropa vivi sempre enrascado. Paralelamente, mantém uma carreira de jornalista e vai publicando extensa obra literária.

Em 1896 foi colocado no Regimento de Infantaria 20, em Guimarães, cidade onde conhece a sua futura esposa. Casa no ano seguinte, iniciando a construção de uma casa, a Casa do alto, na freguesia de Nespereira, arredores daquela cidade. Aí se fixará em definitivo, gravitando toda a sua vida em torno daquela localidade, embora com prolongadas estadias em Lisboa e noutras cidades. Reformado no posto de capitão, em 1912, inicia a fase mais fecunda da sua produção literária.

Raul Brandão visitou os Açores no verão de 1924, no âmbito das visitas dos intelectuais então organizadas sob a égide dos autonomistas. Dessa viagem resultou a publicação da obras As ilhas desconhecidas - Notas e paisagens (Lisboa, 1926), uma das obras que mais influíram na formação da imagem interna e externa dos Açores. Basta dizer que é em As ilhas desconhecidas que se inspira o conhecido código de cores das ilhas açorianas: Terceira, ilha lilás; Pico, ilha negra; S. Miguel, ilha verde...

Faleceu a 5 de Dezembro de 1930, aos 63 anos de idade, deixando uma extensa obra literária e jornalística.


Foto: António Amén

Texto: Wikipedia

sinto-me:

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Sábado, 24 de Novembro de 2007

Pero Vaz de Caminha

Pero Vaz de Caminha (Porto[?], Portugal, c. 1450 — Calicute, Índia, 15 de Dezembro de 1500) foi um escritor português que se notabilizou nas funções de escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral.

Era filho de Vasco Fernandes de Caminha, cavaleiro do duque de Bragança. Seus ancestrais seriam os antigos povoadores de Neiva à época do reinado de D. Fernando (1367-1383).

Letrado, Pero Vaz foi cavaleiro das casas de D. Afonso V (1438-1481), de D. João II (1481-1495) e de D. Manuel I (1495-1521). Pai e filho, para melhor desempenhar seus cargos, precisavam exercitar a prática e desenvolver o conhecimento da escrita, distinguindo-se a serviço dos monarcas.

Teria participado da batalha de Toro (2 de Março de 1475). Em 1476 herdou do pai o cargo de mestre da Balança da Moeda, posição de responsabilidade em sua época. Em 1497 foi escolhido para redigir, na qualidade de Vereador, os Capítulos da Câmara Municipal do Porto, a serem apresentados às Cortes de Lisboa. Afirma-se que D. Manuel I, que o nomeou para o cargo no Porto, lhe tinha afeição.

Em 1500, foi nomeado escrivão da feitoria a ser erguida em Calecute, na Índia, razão pela qual se encontrava na nau capitânia da armada de Pedro Álvares Cabral em Abril daquele mesmo ano, quando a mesma descobriu o Brasil. Caminha eternizou-se como o autor da carta, datada de 1 de Maio, ao soberano, um dos três únicos testemunhos desse achamento (os outros dois são a Relação do Piloto Anônimo e a Carta do Mestre João Faras.

Mais conhecido dentre os três, a Carta de Pero Vaz de Caminha é considerada a certidão de nascimento do Brasil embora, dado o segredo com que Portugal sempre envolveu relatos sobre sua descoberta, só fosse publicada no século XIX, pelo Padre Manuel Aires de Casal em sua "Corografia Brasílica", Imprensa Régia, Rio de Janeiro, 1817. O texto de Mestre João demoraria mais ainda: veio à luz em 1843 na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e isso graças aos esforços do historiador Francisco Adolfo de Varnhagen.

Tradicionalmente se aceita que Caminha pereceu em combate durante o ataque muçulmano à feitoria de Calecute, em construção, no final de 1500.

Caminha desposou D. Catarina Vaz, com quem teve, pelo menos, uma filha, Isabel.

(Texto: Wikipédia)


Não se sabe ao certo quando e onde Pero Vaz de Caminha nasceu. Não existem documentos da época a esse respeito. Supõe-se, porém, que seu nascimento tenha ocorrido em 1450. Seria natural do Porto, uma cidade evidentemente portuária, a noroeste da Península Ibérica, de grande importância entre os séculos 13 e 16. Nela, Pero Vaz teria se criado e passado a maior parte da vida.

Filho de Vasco Fernandes Caminha, fidalgo e escrivão ligado aos empreendimentos ultramarinos, deve ter sido educado pelo pai, que o orientou a seguir a mesma profissão que a sua. A partir da análise da "Carta do Achamento do Brasil", os estudiosos presumem que Pero Vaz tivesse uma formação cultural sólida, de acordo com os padrões da época, já que o texto demonstra erudição e estilo.

Possivelmente, como outros cidadãos do Porto, Caminha também participou da guerra contra Castela, promovida pelo rei Afonso 5o em 1476. O soberano luso visava anexar aquele reino a Portugal. Foi, porém, derrotado pelas tropas castelhanas na batalha de Toro, naquele mesmo ano.

De qualquer modo, devido à participação nos combates, Caminha foi nomeado Mestre da Balança da Casa da Moeda, um cargo equivalente ao de escrivão e tesoureiro. Segundo outras fontes, teria herdado esse posto, uma vez que era comum a transmissão de cargos de pai para filho naquela época.

Caminha também foi eleito vereador em sua cidade, em 1497, com a missão de redigir os capítulos da Câmara do Porto, uma espécie de constituição local a ser apresentada à Corte, em Lisboa. Nesse meio tempo, casou-se e teve uma filha, Isabel de Caminha.

Por sua vez, ao ficar adulta, Isabel se uniu a um certo Jorge Osório, um homem violento que acabou condenado ao exílio na África pela prática de assalto a mão armada. É por ele que o escrivão intercede, ao final da célebre Carta, pedindo ao rei que lhe mande o genro de volta a Portugal.

Nada mais se sabe sobre Pero Vaz de Caminha até sua nomeação para o cargo de escrivão da armada de Cabral, aos cinqüenta anos. Também não se conhecem ao certo as circunstâncias em que ela ocorreu. Mas não há dúvida de que o cargo revela prestígio e confiança junto à Corte portuguesa.

Caminha exerceu a função durante a viagem, mas devia depois fixar-se na Índia, como escrivão da feitoria portuguesa em Calecute, que talvez se tornasse um dos mais lucrativos entrepostos no Oriente. Nem isso aconteceu, nem o escrivão da armada chegou a ocupar o cargo. Diante da hostilidade dos habitantes de Calecute à sua frota, Cabral reagiu com grande violência. Invadiu a cidade e massacrou sua população.

Os indianos enfrentaram os portugueses, matando vários deles, entre os quais, o escrivão Pero Vaz de Caminha, que morreu em combate, em dezembro de 1500.

 

(Texto:UOL.com)



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Sábado, 13 de Outubro de 2007

Carlos TÊ

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Carlos Alberto Gomes Monteiro (Cedofeita, Porto; 14 de Junho de 1955 - ) é um letrista português.

Licenciou-se em filosofia na Universidade do Porto e tornou-se notado com a edição do álbum "Ar de Rock" de Rui Veloso, para o qual deu a sua contribuição como letrista. Além da ligação à carreira de Rui Veloso escreveu letras para outros nomes como os Clã, Trovante ou Jafumega.

Carlos Tê é igualmente cantor, como demonstrou no álbum "A Voz e a Guitarra"..

Em tempos chegou a referir que desejava dar asas a um projecto musical denominado Pepsonautas mas que não chegou a ser concretizado.

Foi um dos conspiradores do projecto Cabeças No Ar que veio a dar origem a um musical.

Carlos Tê escreveu para o jornal "Público" uma série de crónicas, que marcaram a sua presença, todos os meses entre 1991 e 1994, no caderno Local do referido jornal. Nos últimos anos tem sido uma presença assídua como cronista no jornal Expresso.

Colaborou em revistas de poesia (Avatar, Quebra-Noz, Pé-de-Cabra, editadas no Porto entre 1978 e 1981) e jornais (crónicas no caderno local do Público, de 1990 a 1994). Tem um romance publicado (O Voo melancólico do melro) e três contos (Contos Supranumerários) (edição de Abril de 2001).

Portista ferrenho, foi um dos Moderados de Paranhos que em 2003 lançaram o single "Um Pouco Mais de Azul"

 


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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

Ramalho Ortigão

Ramalho Ortigão
1836 - 1915

Ramalho Ortigão

 

José Duarte Ramalho Ortigão nasceu no Porto a 24 de Outubro de 1836. Os primeiros anos da infância passou-os no campo, em casa da avó materna. Frequentou o curso de Direito em Coimbra, que não concluiu. De regresso à sua cidade natal, leccionou Francês, durante alguns anos, no Colégio da Lapa, dirigido por seu pai, onde teve como aluno o jovem Eça de Queirós.

Bibliografia:
Literatura de Hoje, 1866
Em Paris, 1868
O Mistério da Estrada de Sintra, 1871
Histórias Cor de Rosa, 1870
As farpas, 1871-1887
Banhos de Caldas e Águas Minerais, 1875
As Praias de Portugal, 1876
Teófilo Braga, 1879
Notas de Viagem, 1879?
Luís de Camões: a Renascença e os Lusíadas, 1880
A Lei da Instrução Secundária na Câmara dos Deputados em Portugal, 1883
A Holanda, 1885
John Bull, 1887
A Fábrica das Caldas da Rainha, 1891
O Culto da Arte em Portugal, 1896
Últimas Farpas, 1908
El-Rei D. Carlos, o Martirizado, 1908
Pela Terra Alheia, 1916
O Conde de Ficalho: retrato íntimo, 1919
Quatro Grandes Figuras Literárias: Camões, Garrett, Camilo e Eça, 1924
As Origens da Holanda, 1937
Primeiras Prosas: 1859-1867, 1944
Costumes e Perfis, 1944
Crónicas Portuenses, 1944
Contos e Páginas Dispersas, 1945
Figuras e Questões Literárias, 1945
Farpas Esquecidas, 1946
Arte Portuguesa, 1947
Carta de um Velho a um Novo, 1947
Correio de Hoje, 1948
Folhas Soltas: 1865-1915, 1956
O Rei vai Nu: História de uma vestimenta real, 1976
Ideias dos Dignos Pares sobre a Ginástica, 1987
Ele e Ela, 1991
Cartas a Emília, 1993
O mar, 1997

A partir de 1862 dedicou-se ao jornalismo. Foi crítico literário do Jornal do Porto e colaborou na Revista Contemporânea e na Gazeta Literária. Iniciou-se no jornalismo e na literatura no momento em que a segunda geração romântica dominava as letras portuguesas (Camilo, Soares de Passos, Arnaldo Gama...). Por esse motivo, não é de estranhar que tenha participado na célebre polémica conhecida por Questão Coimbrã, com o texto Literatura de Hoje (1866), defendendo António Feliciano de Castilho dos ataques que lhe eram dirigidos. Essa atitude acabou por levá-lo a enfrentar Antero de Quental em duelo.

Apesar disso, anos mais tarde, vamos encontrá-lo ao lado dos jovens da Geração de 70. Foi nessa altura que escreveu, em colaboração com Eça de Queirós, o Mistério da Estrada de Sintra (1871) e as primeiras Farpas. Quando Eça ingressou na carreira diplomática e foi nomeado cônsul em Havana (Cuba), Ramalho continuou sozinho a redacção das Farpas.

Em 1870 tinha sido admitido como funcionário da Academia das Ciências, o que lhe permitiu instalar-se definitivamente em Lisboa e dedicar-se, paralelamente, ao jornalismo e literatura. Anos mais tarde, em 1895, viria a ser nomeado bibliotecário do Palácio da Ajuda.

Ramalho Ortigão, embora tenha mantido durante dezenas de anos um certo prestígio, nunca ombreou com Eça ou Antero, como criador literário.

Com Eça de Queirós no estrangeiro, Ramalho aproximou-se de Teófilo Braga e organizou com ele as comemorações do tricentenário da morte de Camões.

Na fase inicial das Farpas, mostrou-se um observador atento e crítico da vida portuguesa. No espírito da Geração de 70, e recorrendo a um estilo irónico, pretendia aproximar Portugal das sociedades modernas de então. A partir de 1872, a sua formação mais tradicionalista impôs-se e passou a dar mais atenção aos aspectos pitorescos da realidade portuguesa e orientar-se por um certo bom senso burguês, pouco propício às mudanças radicais. Esse espírito conservador foi-se acentuando com a idade e, já no século XX, Ramalho acabou por se integrar na corrente nacionalista, então em formação.

Outro aspecto em que se distinguiu foi o das impressões de viagem, deixando-nos algumas obras que ainda hoje podem ser lidas com algum prazer.

Faleceu em Lisboa, a 27 de Setembro de 1915.

 

 

(Fonte:Aprender Português)


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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

Ana Hatherly

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Ana Hatherly nasceu no Porto em 1929.
De múltiplos interesses culturais, tem sido poetisa, romancista e ensaísta, para além de professora universitária na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas na Universidade Nova de Lisboa.
Iniciou a sua carreira literária em 1958, fazendo a sua estreia na poesia com Ritmo Perdido. Entre 1965 e 1973, foi membro activo do grupo da chamada Poesia Experimental, integrando exposições de vanguarda e de poesia concreta em Portugal e no estrangeiro. É exactamente no domínio das vanguardas portuguesas da segunda metade do século que o seu nome adquire relevante importância, explorando possíveis ligações sonoras e visuais da palavra, estabelecendo intersecções entre a literatura e as artes visuais.
No desempenho do papel de cineasta, trabalhou no London Film Institute, entre 1971 e 1974, realizando 4 filmes, três dos quais desenhando directamente sobre a película. Manifestou um particular interesse pelo período Barroco, de onde se destaca o estudo A Experiência do Prodígio (1983).
A sua obra está representada em várias e importantes Antologias e Histórias da Literatura Contemporânea de Portugal e do estrangeiro. Além de escritora, é também tradutora de várias obras. Realizou ainda várias exposições, reunindo desenho, pintura e colagem.
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POEMAS
O círculo é a forma eleita
É ovo, é zero.
É ciclo, é ciência.
Nele se inclui todo o mistério
E toda a sapiência.
É o que está feito,
Perfeito e determinado,
É o que principia
No que está acabado.
A viagem que o meu ser empreende
Começa em mim,
E fora de mim,
Ainda a mim se prende.
A senda mais perigosa.
Em nós se consumando,
Passando a existência
Mil círculos concêntricos
Desenhando.
 * 
 
"Era uma vez duas serpentes que não gostavam uma da outra. Um dia
encontraram-se num caminho muito estreito e como não gostavam uma da
outra devoraram-se mutuamente. Quando cada uma devorou a outra não
ficou nada. Esta história tradicional demonstra que se deve amar o
próximo ou então ter muito cuidado com o que se come."
*
 
Ela vem
quando eu cerro as palpebras pesadas
e apoio a cabeça na escuridão do desejado sono.
Vem muito branca, muito lenta.
Fita-me calada
e muito direita
começa desatando seus cabelos negros.
Abre a boca num riso que eu não oiço
deixa cair o seu vestido todo.
E enquanto eu olho fascinada o seu ventre coroado de negro
seis homens pequeninos e muito encarquilhados
agarram suas seis tetas
e sugam-lhes os bicos
rosados e rijos de prazer.

 

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Fonte: I Camões


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