Sábado, 7 de Junho de 2008

Estátua de Afonso Costa - Praça 24 de Agosto - Porto

Escultura em bronze de Afonso Costa, assente sobre um plinto de pedra com respectiva dedicatória inscrita, em que se destaca a sua expressão facial de entusiasmo e o movimento dos braços, traduzindo a sua vocação de político e a reconhecida capacidade de retórica.

 


Afonso Augusto da Costa (Seia, 6 de Março de 1871 — Paris, 11 de Maio de 1937) foi um advogado, professor universitário, político republicano e estadista português.

Foi um dos principais obreiros da implantação da República em Portugal e uma das figuras dominantes da Primeira República.

 

 

 

Biografia

Filho de Sebastião Fernandes da Costa, nasceu em Santa Marinha, no concelho de Seia, a 6 de Março de 1871.

Faleceu a 11 de Maio de 1937 em Paris.

Está sepultado no cemitério de Seia, onde os republicanos do Porto lhe erigiram em 1971 um monumento que é hoje considerado como dos mais representativos da arte funerária portuguesa...

 

Ver mais em: pt.wikipedia

 


 


publicado por MJFSANTOS às 07:52
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Igreja de São Pedro de Abragão - Penafiel

 


Apesar de bastante transformada pelas obras seiscentistas e setecentistas, a igreja paroquial de Abragão é um monumento importante para a caracterização do Românico do Douro Litoral "do segundo quartel do século XIII", e para as relações estilísticas entre as muitas construções vizinhas das bacias dos rios Sousa e Tâmega. As suas origens são, todavia, anteriores, recuando à primeira metade do século XII (1145), data em que se menciona já a igreja.

Os elementos mais antigos que hoje se conservam são do século XIII, época em que o primitivo templo foi objecto de grandes obras. Por volta de 1200, e por patrocínio de D. Mafalda, filha de D. Sancho I, ter-se-á reformado integralmente o edifício, campanha que se prolongou até, pelo menos, os meados da centúria.

É precisamente desse meio de século que data a capela-mor, compartimento de planta rectangular organizado em dois tramos, cuja marcação exterior é feita por contrafortes de escadaria que lembram os mais antigos utilizados em São Pedro de Rates, sintoma de um possível ressurgimento de formas originais numa altura de clara decadência do estilo românico. Executada com aparelho de grande qualidade e de gigantescas proporções, a capela é totalmente rodeada, a meia altura, por um friso de "aspecto cordiforme invertido (...) em enrolamento contínuo", "em tudo semelhante ao de Paço de Sousa", e é limitada superiormente por uma cachorrada de modilhões de perfil quadrangular e lisos, à excepção de um que apresenta uma muito desgastada figuração humana.

Interiormente, os dois tramos da capela-mor são cobertos por abóbada de berço quebrado que descarrega, ao centro, sobre colunas parcialmente embebidas. O arco triunfal é já levemente apontado e a decoração concentra-se nos seus capitéis, sendo o do lado Norte composto por quatro aves afrontadas de pescoços entrelaçados, e o do lado Sul por dois bustos humanos que parecem suportar o peso da estrutura do templo, estes últimos muito próximo plasticamente a um capitel do portal Sul da igreja de Santiago de Antas, em Famalicão. Sobre o arco triunfal, abre-se uma pequena rosácea, cujo preenchimento é feito por uma gelosia pétrea em forma de estrela de cinco pontas.

Em 1668, "por padecer ruína", a igreja foi parcialmente reconstruída, substituindo-se a nave românica pela actual. O promotor destas obras foi o abade D. Ambrósio Vaz Goliaz, que se fez sepultar no interior da igreja, junto à fachada principal, em túmulo de granito com jacente, sobrepujado por ampla legenda epigráfica, comemorativa da reforma. O projecto seiscentista dotou o templo de uma nave relativamente ampla, com entrada lateral e capela baptismal quadrangular, ambas a Norte. Grandes janelões rectangulares, abertos nos alçados lateral e principal, iluminam o interior, onde se destacam o coro-alto, de varandim de ferro, e o púlpito, adossado à fachada lateral Sul.

Datam do século XVIII as principais obras de talha dourada do interior, em particular o retábulo-mor, joanino, de estrutura tripartida delimitada por colunas pseudo-salomónicas. Em 1820, construiu-se a torre sineira, de secção quadrangular, que se adossa ao lado Sul da fachada principal e cujo figurino repete o modelo de torre sineira barroca.

Passando ao lado dos grandes restauros medievalizantes dos meados do século XX, a igreja de São Pedro de Abragão conserva os principais elementos da sua história, em particular as marcas das duas épocas distintas que a compõem. No interior do Douro Litoral, e já inserida em núcleos de povoamento mais tardios, a sua capela-mor é bem um testemunho das vias estilísticas decadentes do Românico, mas também das muitas reminiscências que este estilo deixou pela arquitectura religiosa nortenha do século XIII.

 


Texto: IPPAR - PAF

Foto: Fmars


publicado por MJFSANTOS às 05:47
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

Estátua do Infante D. Henrique - Porto

 

 

 

 Nascido no Porto, em 1394, foi o quinto filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre.
O Papa Martinho V designou-o para as funções de administrador e governador da Ordem de Cristo, em Maio de 1420. Vinte anos mais tarde, fixa a residência perto de Lagos, rodeia-se de cientistas e navegadores e prepara as viagens marítimas com bases tanto quanto possível, científicas nessa época.
Acompanha ainda D. Afonso V, na conquista de Alcácer Seguer em 1458 e morre dois anos mais tarde, em Lagos a 13 de Outubro de 1460, deixando efectuado o reconhecimento da Costa Africana até à Serra Leoa.
Monumento com estátua de bronze, da autoria de Tomás Costa, inaugurado em 1900, no Largo do Palácio da Bolsa, hoje designado Praça do Infante D. Henrique.

 


(Fonte: PortoXXI)


publicado por MJFSANTOS às 08:57
link do post | comentar | favorito
Domingo, 1 de Junho de 2008

Estátua do Padre Américo no Jardim Teófilo Braga - Porto

Américo Monteiro de Aguiar, clérigo e escritor, nasceu em Galegos, Penafiel, a 23 de Outubro de 1887.

Trabalhou na actividade comercial até aos 36 anos, em Moçambique e só foi ordenado Padre aos 41 anos de idade, em Coimbra. Activo e empreendedor, celebrizou-se pela fundação e organização de três instituições de solidariedade social: Casas do Gaiato, Património dos Pobres e Calvário. Como escritor publicou várias obras: Pão dos Pobres, Obra da Rua, Ovo de Colombo.

Estátua de bronze, da autoria de Henrique Moreira realizada em 1959, colocada na Praça da República, Jardim Teófilo Braga.

 


 

Texto: PortoXXI

 Foto: Henrique Matos


publicado por MJFSANTOS às 13:09
link do post | comentar | favorito
Sábado, 31 de Maio de 2008

Estátua "Corceis" na Praça D. João I no Porto

Obra da autoria de João Fragoso, situada na Praça D.João I, ignorando-se a data da sua realização. O gPortorupo escultórico, em bronze e assentando em plintos revestidos de placas de granito polido, é formado por dois elementos iguais fazendo par. Um jovem tenta dominar um cavalo selvagem.


publicado por MJFSANTOS às 04:56
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 30 de Maio de 2008

Estátua do "Baco" no Jardim Teófilo Braga - Porto

Da autoria de Teixeira Lopes (pai), foi realizada em 1916, estando situada no Jardim Teófilo Braga (Praça da República). Alegoria pagã, representando o Deus romano (baco) do vinho, filho de Júpiter e de Semele. O monumento é constituído por um alto pedestal em granito, em forma de tronco de pirâmide quadrangular, com as arestas chanfradas. Na parte superior tem um entrelaçado de cachos de uvas que pendem sobre os chanfros das arestas. Sobre este pedestal, pousa o bronze de Baco, sorridente e coroado de frutos.

 

 

(Foto: Henrique Matos)


publicado por MJFSANTOS às 04:19
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

Estátua de António Nobre - Porto

Escultura de Tomás Costa, projecto de Correia da Silva, data de 1926, tendo sido inaugurada em Março de 1927. Encontra-se no Jardim João Chagas, sendo um monumento com busto de bronze, em que se sita a obra do poeta "SÓ", com ramos de flores e uma linha alegórica à sua inspiração poética.

 


António Pereira Nobre (Porto, 16 de Agosto de 1867 — Foz do Douro, 18 de Março de 1900), mais conhecido como António Nobre, foi um poeta português cuja obra se insere nas correntes ultra-romântica, simbolista, decadentista e saudosista (interessada na ressurgência dos valores pátrios) da geração finissecular do século XIX português. A sua principal obra, Só (Paris, 1892), é marcada pela lamentação e nostalgia, imbuída de subjectivismo, mas simultaneamente suavizada pela presença de um fio de auto-ironia e com a rotura com a estrutura formal do género poético em que se insere, traduzida na utilização do discurso coloquial e na diversificação estrófica e rítmica dos poemas. Apesar da sua produção poética mostrar uma clara influência de Almeida Garrett e de Júlio Dinis, ela insere-se decididamente nos cânones do simbolismo francês. A sua principal contribuição para o simbolismo lusófono foi a introdução da alternância entre o vocabulário refinado dos simbolistas e um outro mais coloquial, reflexo da sua infância junto do povo nortenho. Faleceu com apenas 33 anos de idade, após uma prolongada luta contra a tuberculose pulmonar.

Ler Mais em : (pt.wikipedia)

 


 


publicado por MJFSANTOS às 05:56
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Estátua de Marques Oliveira - São Lázaro - Porto

Marques de Oliveira / 1853-1927

Natural do Porto, João Marques da Silva Oliveira é, ainda muito novo, discípulo de António José da Costa. Na Academia Portuense de Belas-Artes é um dos melhores alunos de João Correia no curso de Pintura Histórica. Tal como Silva Porto, é o primeiro de uma série de pintores a beneficiar de uma bolsa do Estado no estrangeiro. Em Paris, é aluno de Canabel e de Yvon na Escola Nacional de Belas- Artes e contacta com movimentos não oficiais, como o naturalismo de Barbizon e, até mesmo, com o impressionismo.

Em 1879, depois de uma breve passagem por Itália, regressa ao Porto e, à semelhança de Silva Porto, introduz a Pintura de Ar Livre em Portugal, exercendo uma enorme influência na formação da geração de pintores do último quartel do séc.XIX. Obras como Céfalo e Prócris (a sua última grande composição como pensionista), patente neste Museu, é bem ilustrativa dos valores estéticos da nova escola de paisagem, apreendidos em Paris.

Á imagem do que acontece em Lisboa (Grupo do Leão, criado por Silva Porto), Marques de Oliveira cria, no Porto, em 1880, o Centro Artístico Portuense: associação de artistas e amadores, empenhados no progresso das Belas-Artes. Pouco depois, em 1881, é professor na Academia Portuense de Belas-Artes, onde ocupa mais tarde o lugar de director. A sua longa carreira de ensino (até 1926) é considerada notável, levando os alunos ao contacto directo com a natureza e insistindo na qualidade do desenho como base de qualquer obra.

Apesar da sua formação, Pintura Histórica é ao que menos se dedica ao longo da vida. A sua vasta obra, espalhada em pequenos núcleos por museus e particulares, é de Pintura de Paisagem e representa, sobretudo, o Norte do país. A predilecção é o mar da Póvoa de Varzim, de Matosinhos, da Aguda...Dedica-se, também, à Pintura decorativa (gabinete da presidência da Bolsa do Porto), à Pintura Religiosa (painéis da Sagrada Família e do Coração de Jesus, respectivamente para as igrejas portuenses dos Congregados e dos Grilos) e, ainda, à ilustração de revistas e livros.

Das numerosas exposições em que participou, destacam-se as três últimas da SPBA (1880,1884 e 1887) - ganhou nas duas primeiras, medalhas de 3ª e 2ª classe -, Grémio Artístico - recebeu uma medalha de 3ªclasse na de 1892-, Instituto Portuense de Estudos e Conferências e Fotografia União (Porto, 1908).

Em 1929, dois anos depois da sua morte, o Porto presta-lhe homenagem, inaugurando um monumento em sua honra, no Jardim de S. Lázaro, e uma exposição de Quadros do Grande Mestre Marques de Oliveira, no Ateneu Comercial do Porto.

(MNSR)


publicado por MJFSANTOS às 03:14
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 27 de Maio de 2008

Igreja paroquial de Cabeça Santa ou Igreja de São Miguel da Gândara - Penafiel - Porto

 


Fundada pela rainha Santa Mafalda (filha de D. Sancho I) pelo segundo quartel do século XIII, a igreja de São Salvador da Gandra (como durante séculos foi conhecida) é uma cópia mais modesta do templo de Cedofeita, no Porto, analogia tão flagrante que levou Manuel Monteiro a considerá-la um "arremedo" do monumento portuense.

Com efeito, são numerosos os pontos de contacto entre ambas, restando ainda a dúvida sobre a intenção de, em algumas partes, se ter projectado soluções idênticas às de Cedofeita. Uma delas é a opção pela cobertura de madeira no corpo e na capela-mor, que contraria o integral abobadamento da igreja portuense, discrepância que tem vindo a ser atribuida a uma redução do plano original (GRAF, 1986, vol.1, p.85) ou a uma simplificação construtiva desde o início do projecto.

Mas onde as semelhanças entre os dois monumentos são maiores é ao nível da decoração. Um capitel do portal lateral Sul, onde se representaram dois estilizados dragões de corpo de ave, que inclinam o seu pescoço para morder outros seres dispostos inferiormente na composição, é praticamente idêntico a outro do portal principal de Cedofeita , proximidade que levou alguns autores a reconhecer que os mesmos artistas trabalharam em ambos os templos. Ainda no portal meridional, existe um capitel representando um acrobata de corpo arqueado, formando uma espécie de ponte, que tem sido considerado uma das melhores realizações escultóricas do Românico nortenho.

Ora, se as analogias para com a fábrica de Cedofeita são evidentes e ajudam a perceber a itinerância de artistas e de modelos, o templo de Cabeça Santa é, por outro lado, um monumento plenamente contextualizável com a realidade histórico-geográfica da sua região. A modéstia de plano (independentemente de se ter ficado a dever a uma simplificação durante a obra ou anterior a ela) é um elemento de relação para com o Românico da bacia do rio Sousa e do Baixo Tâmega. Por outro lado, algumas esculturas devem-se à expansão dos modelos utilizados no vizinho mosteiro de Paço de Sousa (em particular as que recorrem ao talhe em bisel), revelando um ar mais exótico, que alguns autores não hesitaram em atribuir a uma tradição moçárabe ou mudéjar.

Perante estes dados, podem existir duas fases construtivas claramente diferenciáveis, assim se faça um estudo rigoroso do monumento: num primeiro momento, a incorporação de artistas que haviam trabalhado em Cedofeita, incluindo o seu arquitecto; depois, a utilização de mão-de-obra diversa, recrutada um pouco por todo o Norte duriense interior, onde o Românico teve um dos seus últimos focos de sobrevivência. No portal principal, por exemplo, derradeiro elemento a ser executado, verifica-se a coexistência de diversas influências, provável indicador de uma maior heterogeneidade dos lapicidas. Esta diferenciação, a confirmar-se, poderá, ainda, esclarecer se, de facto, o projecto inicial sofreu uma alteração brusca, ou não.

O interesse do estudo de Cabeça Santa não se resume à sua fase românica. Um elemento importante será o de entender o porquê de uma igreja dedicada a São Salvador ter passado, em data ainda incerta, a ser conhecida como Cabeça Santa. Com grande probabilidade, aqui existiu uma imagem de grande devoção, a ponto de o templo se diferenciar dos demais pelo seu conteúdo ainda mais sagrado. Por outro lado, nas suas traseiras existe um muito bem preservado conjunto de sepulturas antropomórficas escavadas na rocha, cuja datação é anterior ao templo do século XIII, o que aponta para uma ocupação em plena Alta Idade Média, cujo alcance científico só poderá conseguir-se através de uma investigação mais aprofundada do local.

Bastante restaurado pela DGEMN, da época moderna resta apenas a Capela de Nossa Senhora do Rosário, espaço quadrangular do lado Norte, revestido por talha e azulejos barrocos.

 


 

 


Texto: IPPAR - PAF

Fotos: Fmars (2007) e Paulo Almeida Fernandes/IPPAR (2006)


 


publicado por MJFSANTOS às 04:00
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 26 de Maio de 2008

Muralhas Fernandinas - Miragaia - Porto

 


Antes de, em 1336, D. Afonso IV ter ordenado a construção de uma nova muralha, que reflectisse o grande desenvolvimento do burgo, existiu uma primitiva cerca, de menores dimensões e rodeando uma área consideravelmente inferior. Esta muralha românica, construída no século XII, corresponde à consolidação administrativa e urbanística do Porto (REAL, 1993, p.48), depois de um longo período de povoamento disperso, em bairros mais ou menos afastados entre si.

Dessa estrutura, restam ainda importantes vestígios, não obstante ter sido fortemente desmantelada nos últimos séculos. Rodeando o morro da Sé (verdadeiro centro nevrálgico da cidade medieval), possuía uma planta irregular ovalada, e era cortada por quatro portas principais, entre as quais a de Vandoma (demolida pela Câmara Municipal em 1885). Ainda desse período é a primeira fase construtiva da Casa da Câmara, no limite Norte da cerca, cujas ruínas chegaram até aos nossos dias.

A diferença de extensão entre esta cerca românica e a construída no século XIV revela o enorme desenvolvimento do Porto em escassos duzentos anos, atingindo uma população intra-muralhas estimada em cerca de 10 000 pessoas. A cidade havia-se estendido em todas as direcções, mas particularmente para Ocidente e para Norte, ligando os pontos elevados da Vitória e da Batalha. O seu traçado é ainda facilmente reconhecível na malha urbana citadina e dela restam partes consideráveis. O principal troço conservado localiza-se na zona nascente, facilmente visível da Ponte D. Luís, e compõe-se de uma secção de muralha ameada, com caminho de ronda e protegida por duas torres quadrangulares.

"A localização das portas da nova muralha deixa bem claro o traçado das primitivas vias que, do burgo do Bispo, saíam para São João da Foz e Bouças, Braga, Guimarães e Penafiel. Na rede viária intramuros vai salientar-se o largo de S. Domingos, como o de circulação fundamental no panorama das ligações internas da urbe" (REAL e TAVARES, 1993, p.67).

Nos séculos seguintes, foram muitas as alterações efectuadas nesta muralha. A maioria afectou as portas e as vias de comunicação com o exterior. Assim, em 1551, a Porta dos Carros substituiu um postigo aqui construído no reinado de D. João I. A Porta Nova é ligeiramente anterior, do reinado de D. Manuel (1522), edificada em substituição do postigo da praia. Ambas foram destruídas no século XIX, aquando dos programas de modernização urbanística portuense. Uma terceira porta, a Leste, denominada Porta da Ribeira, foi demolida na época dos Almadas, no âmbito das reformas setecentistas da cidade.

No século XX, as muralhas medievais do Porto foram objecto de uma grande campanha de restauro, ao sabor do revivalismo restaurador que caracterizou a política do Estado Novo. Os trabalhos principais decorreram entre 1959 e 1962, actuando prioritariamente sobre a escarpa dos Guindais. Nestas obras, foi descoberta uma casa-torre gótica, na Rua de D. Pedro Pitões, fronteira à Sé Catedral. Restaurada por Rogério de Azevedo, instituiu-se como ex-libris da estrutura militar medieval da cidade, albergando inicialmente o Gabinete de História da Cidade. Mais recentemente, algumas intervenções arqueológicas vieram contribuir decisivamente para o melhor conhecimento da evolução militar portuense, designadamente no morro da Sé, onde, na Alta Idade Média, se estabeleceu um dos muitos núcleos de povoamento da região.

 


 


 LINKS:

 

  • Inventário do Património Arquitectónico (DGEMN)
  • Instituto Português de Arqueologia
  • Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR)

     

     

  • Muralhas do Porto (pt.wikipedia)

     

     


  • publicado por MJFSANTOS às 04:25
    link do post | comentar | favorito

    .mais sobre mim


    . ver perfil

    . seguir perfil

    . 12 seguidores

    .pesquisar

     

    .Abril 2009

    Dom
    Seg
    Ter
    Qua
    Qui
    Sex
    Sab

    1
    2
    3
    4

    5
    6
    7
    8
    9
    10
    11

    12
    13
    14
    15
    16
    17
    18

    19
    20
    21
    22
    23
    24
    25

    26
    28
    29
    30


    .posts recentes

    . Igreja de Santa Clara (La...

    . Pelourinho de Vila do Con...

    . Igreja de São João Baptis...

    . Igreja de São Cristovão d...

    . Igreja de São Pedro de Ro...

    . Mosteiro de São Bento ou ...

    . Igreja S. Pedro de Rates ...

    . Igrteja de São Francisco ...

    . Igreja e Convento dos Gri...

    . Estátua do António da Sil...

    . Estátua de Afonso Costa -...

    . Igreja de São Pedro de Ab...

    . Estátua do Infante D. Hen...

    . Estátua do Padre Américo ...

    . Estátua "Corceis" na Praç...

    . Estátua do "Baco" no Jard...

    . Estátua de António Nobre ...

    . Estátua de Marques Olivei...

    . Igreja paroquial de Cabeç...

    . Muralhas Fernandinas - Mi...

    . Mosteiro de São Miguel de...

    . Fortaleza de Nossa Senhor...

    . Igreja de São Gens de Boe...

    . Igreja do Salvador de Paç...

    . Igreja de São Miguel da E...

    . Pelourinho de Penafiel

    . Janela da Reboleira -Pena...

    . Estátua Guilherme Gomes F...

    . Estátua Esforço Colonizad...

    . Cruzeiro de Leça do Balio...

    .posts recentes

    . Igreja de Santa Clara (La...

    . Pelourinho de Vila do Con...

    . Igreja de São João Baptis...

    . Igreja de São Cristovão d...

    . Igreja de São Pedro de Ro...

    . Mosteiro de São Bento ou ...

    . Igreja S. Pedro de Rates ...

    . Igrteja de São Francisco ...

    . Igreja e Convento dos Gri...

    . Estátua do António da Sil...

    . Estátua de Afonso Costa -...

    . Igreja de São Pedro de Ab...

    . Estátua do Infante D. Hen...

    . Estátua do Padre Américo ...

    . Estátua "Corceis" na Praç...

    . Estátua do "Baco" no Jard...

    . Estátua de António Nobre ...

    . Estátua de Marques Olivei...

    . Igreja paroquial de Cabeç...

    . Muralhas Fernandinas - Mi...

    . Mosteiro de São Miguel de...

    . Fortaleza de Nossa Senhor...

    . Igreja de São Gens de Boe...

    . Igreja do Salvador de Paç...

    . Igreja de São Miguel da E...

    . Pelourinho de Penafiel

    . Janela da Reboleira -Pena...

    . Estátua Guilherme Gomes F...

    . Estátua Esforço Colonizad...

    . Cruzeiro de Leça do Balio...

    .tags

    . arquitectura

    . biografia

    . capela

    . casa

    . cultura

    . desporto

    . dias comemorativos

    . edificios

    . estatuas

    . fc porto

    . fotos

    . freguesias

    . futebol

    . história

    . historia

    . humor

    . igreja

    . igrejas

    . imagens

    . matosinhos

    . matriz

    . monumentos

    . mpp

    . musica

    . noticias

    . noticias e opiniões

    . património

    . penafiel

    . poemas

    . porto

    . portugal

    . póvoa do varzim

    . quinta

    . românica

    . ruas

    . slides

    . video

    . videos

    . vila do conde

    . vilanovadegaia

    . todas as tags

    .tags

    . arquitectura

    . biografia

    . capela

    . casa

    . cultura

    . desporto

    . dias comemorativos

    . edificios

    . estatuas

    . fc porto

    . fotos

    . freguesias

    . futebol

    . história

    . historia

    . humor

    . igreja

    . igrejas

    . imagens

    . matosinhos

    . matriz

    . monumentos

    . mpp

    . musica

    . noticias

    . noticias e opiniões

    . património

    . penafiel

    . poemas

    . porto

    . portugal

    . póvoa do varzim

    . quinta

    . românica

    . ruas

    . slides

    . video

    . videos

    . vila do conde

    . vilanovadegaia

    . todas as tags

    .links

    .subscrever feeds

    SAPO Blogs