Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Mosteiro de S. Bento de Singeverga - Santo Tirso

(Foto: cm-stirso)

 

 


 

O Mosteiro de S. Bento de Singeverga fica situado na freguesia de Roriz, concelho de Santo Tirso, num recanto, na propriedade de Singeverga, onde antes existia a Casa e Quinta do mesmo nome, e que pertenciam a Manuel Gouveia Azevedo e suas duas filhas D. Miquelina e D. Maria Isabel.
Os Beneditinos são a única ordem religiosa do ocidente anterior ao ano Mil. Até hoje os Beneditinos vivem segundo a Regra de São Bento do século VI, que tinha como valores fundamentais a oração comunitária e individual, a Lectio Divina, a fraternidade, o trabalho e a hospitalidade.
Desde a Idade Média, os monges beneditinos foram os mentores espirituais e culturais da Europa, fomentando as artes e a agricultura.
A cruz, a charrua e a pena foram os instrumentos da sua acção.
Chegados a Portugal no período da Reconquista, participaram na fundação da nacionalidade e a sua acção desenvolveu-se mormente na região Entre Douro e Minho, para chegar depois até Lisboa e Angola.
O Mosteiro de Singeverga é uma construção relativamente recente, mas nem por isso perde a imponência dos velhos idifícios. No corredorda entrada, consegue-se sentir o peso da História. Ao fundo domina o Brasão da antiga Congregação Portuguesa, que existiu até 1834. Três painéis narram a formação da Congregação benedita em Portugal:
"EL-REI D. SEBASTIÃO, DE GLORIOSA MEMÓRIA, FVNDOV ESTA CONGREGAÇÃO BENEDITINA DE PORTVGAL VNINDO OS MOSTEIROS DEBAIXO DE UM SÓ GERAL, E CEDENDO À MESMA CONGREGAÇÃO POR UMA DOAÇÃO ONOROSA, O PADROADO QUE TINHA DOS MESMOS MOSTEIROS, DAS SVAS RENDAS, IGREJAS E CAPELAS, FICANDO DESTA SORTE A CONGREGAÇÃO DONATÁRIA DA COROA"
"O CARDEAL D. HENRIQUE FOI EXECVTOR DAS BVLAS DE REFORMA E VNIÃO DOS MOSTEIROS"
"O S.MO P. XISTO V CONFIRMOV A FVNDAÇÃO DE VMA NOVA CONGREGAÇÃO BENEDITINA A INSTANCIA DE EL-REI D. FELIPE II POR BULA SUA DATADA DO ANO DA INCARNAÇÃO 1857".
Em 1834, a implementação do Liberalismo em Portugal determinou a expulsão das ordens religiosas e consequente confiscação dos seus bens e propriedades. A então Congregação de S. Bento de Portugal foi extinta, tendo perdido vinte e três mosteiros, e sido obrigada a buscar exílio em Espanha, um degredo que durou cinquenta e oito anos.
Em 1892, os beneditinos vieram para Singeverga. A família Gouveia Azevedo ofereceu a Quinta de Singeverga onde os religiosos se instalaram. Nesse mesmo ano, corria o dia da graça se 25 de Janeiro, foi fundado o Mosteiro de Singeverga, por iniciativa do Abade do Mosteiro de S. Martinho de Cucujães, D. João de Santa Gertrudes Amorim. A fundação de Singeverga, nos finais do séculoc XIX, foi considerada o ponto de partida para a restauração da Ordem Beneditina em Portugal.
Pouco mais de uma década volvida, eis que a implantação da Primeira República, em 1910, atira, mais uma vez, a Ordem de S. Bento para o exílio e para a clandestinidade. De novo, os bens são confiscados, mas valeu o facto de tanto a Casa como a Quinta de Singeverga se encontrarem ainda registados em nome da filha D. Maria Isabel Azevedo, viva ainda na altura, e que desta forma logrou manter as propriedades.
Em 1922, melhores dias chegaram à Casa de Singeverga que foi elevada pela Santa Sé ao grau de Priorado Conventual, sendo o seu primeiro prior o D. Manuel Baptista de Oliveira Ramos, o monge que até então havia exercido as funções de capelão da Casa.
Em 1926, com o advento do chamado Estado Novo, os Beneditinos puderam regressar desta ausência forçada na Europa, e então retomar a sua vida conventual, primeiro na Falperra, em Braga, e finalmente, em 1931, em Singeverga.
O título de Abadia foi concedido ao Mosteiro de S. Bento de Singeverga em 1938, numa graça concedida pela Santa Sé, sendo nomeado seu primeiro Abade D. Plácido de Carvalho. As décadas de trinta, quarenta e cinquenta foram de grande incremento e difusão em Portugal e nas colónias ultramarinas. As vocações surgiam em grande número, tornou-se indispensável a ampliação dos edifícios e a fundação de novas comunidades: as Missões do Moxico, em Angola, onde chegaram a trabalhar cerca de cinquenta monges; o Mosteiro de S. Bento da Vitória, no Porto; o Colégio de Lamego, e a Cela de Nossa Senhora da Graça, em Lisboa.
Entretanto a primitiva Casa de Singeverga mostrou-se demasiadamente pequena para albergar um tal senda de desenvolvimento.
Por esse motivo foi construído o novo Mosteiro de S. Bento para o qual os monges se mudaram ainda em 1957, durante o abaciado de D.Gabriel de Sousa. Secederam-lhe no cargo abacial, D. Teodoro Monteiro, D. Lourenço Moreira da Silva e D. Luís Aranha, este último desde 1995.

 

Texto de Patrícia Ribeiro


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Sábado, 12 de Abril de 2008

Igreja de Santa Maria de Vila Boa do Bispo - Marco de Canaveses

 


 

As origens do mosteiro de Vila Boa do Bispo recuam aos derradeiros anos do século X ou primeiros da centúria seguinte. Entre 990 e 1022 (ou em 1008, como pretendem alguns autores, um primitivo cenóbio foi fundado por D. Mónio Viegas, o Gasco, cavaleiro francês que combateu al-Mansur e alcançou grande prestígio nesta secção relativamente interior de Riba-Douro. De 1022 é uma discutida inscrição (realizada em data posterior a essa data) na tampa de um sarcófago existente no claustro, que indica ter sido aquele o túmulo de D. Mónio e de dois dos seus filhos. O facto de se tratar de uma inscrição posterior à data efectivamente epigrafada, porém, levou Mário Barroca a equacionar a hipótese de se tratar de uma legenda do século XIII, eventualmente realizada por "algum descendente da linhagem dos Gascos em busca de prestígio social".

Até à segunda metade do século XII, a história deste Mosteiro está envolta em lendas e atribuições duvidosas. De acordo com antigas crónicas, existia uma inscrição de 1035, associada ao sarcófago do bispo portuense D. Sesnando, cujos restos mortais foram trasladados para a parede Sul do templo em 1142, por ordem de D. Pedro Rabaldes, outro prelado do Porto. No entanto, quer a indicação de 1035, quer a de 1142 (data que algumas crónicas indicam ter estado epigrafada numa pintura mural no local do túmulo) são de existência duvidosa e não podem ser aceites sem reserva.

A igreja que hoje subsiste data dos finais do século XII ou inícios do seguinte, à semelhança de uma grande parte do nosso Românico. Nessa altura, ter-se-á refeito integralmente o templo monacal, dotando-o de uma estrutura comum para a época, de nave única e capela-mor rectangular, esta última provavelmente abobadada e apresentando arcarias cegas no exterior.

É precisamente a existência de arcadas cegas - na fachada principal e não na capela-mor, esta entretanto muito adulterada - o principal motivo de interesse do edifício, uma vez que se trata de uma solução sem paralelo no nosso país. Conservam-se uma arcada inteira e o arranque de uma segunda, no lado Norte da fachada principal, sendo as aduelas decoradas por animais afrontados. A contextualização destas formas não é fácil e tem vindo a ser objecto de discussão. Parecem não restar grandes dúvidas acerca de uma ascendência francesa (eventualmente passando pela Galiza), mas a verdade é que encontramos aqui analogias com os primeiros ensaios românicos de Braga, de Rates e de Travanca, o que poderá recuar a datação do conjunto em mais de meio século.

Na Baixa Idade Média, vários foram os homens importantes que aqui se sepultaram. D. Júrio Geraldes, corregedor do rei para o entre-Douro-e-Minho, encomendou dois túmulos pela década de 60 do século XIV, um para si e outro para D. Nicolau Martins, que sucumbiu em 1348 à Peste Negra, realizações que se encontram, actualmente, inseridas em modernos arcossólios da parede Norte do corpo. Um terceiro túmulo, já do século XV e que se encontra adossado ao flanco exterior Sul, é de D. Salvado Pires.

As maiores transformações no conjunto ocorreram a partir da segunda metade do século XVII e até aos meados da centúria seguinte. Para além da radical transformação das áreas monacais, o templo foi objecto de uma vasta campanha de obras, onde se conta a refeitura quase integral da fachada principal (com novo portal e mais ampla iluminação) e a actualização estética do interior. A parte mais simbolicamente relevante foi tratada como uma igreja forrada a ouro, uma vez que o arco triunfal, o tecto da capela-mor e as paredes fundeiras da nave e capela foram revestidos por uma homogénea solução de talha dourada em associação a retábulos. Na parede Norte da nave ainda subsiste o púlpito e o varandim trapezoidal policromado, de onde os monges assistiam às cerimónias litúrgicas.

 


 

 

 


(Fonte: IPPAR)


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Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

Pelourinho da Lousada


Lousada foi elevada a vila e sede de concelho por D. Manuel, em 1514. O concelho foi extinto em 1836, mas apenas durante dois anos, após o que viu restaurada a sua autonomia. Tem pelourinho, geralmente considerado de construção quinhentista, ainda do período manuelino. Esteve implantado em local distinto, tendo sido deslocado para a sua posição actual, nas traseiras da Câmara Municipal, em data incerta do século XX.

O soco no qual se levanta o pelourinho, composto por três degraus quadrangulares de parapeito boleado, é datado da sua reconstrução moderna. Nele assenta a coluna, sobre uma pequena base quadrada, quase totalmente integrada no degrau superior. A coluna é pseudosalomónica, ou seja, tem fuste integralmente espiralado (à direita). Na verdade, o fuste parece ser constituído por um colunelo central, de secção ligeiramente decrescente em direcção ao topo, em torno do qual se enrola uma grossa espiral, cujas espiras são também progressivamente menores. A coluna é rematada em capital circular formado por largo astrágalo, gola lisa, e ábaco em moldura rebordante. O remate é composto por um tabuleiro de secção quadrangular, em três grossas molduras crescentes, sendo a medial trabalhada com motivos geométricos arcaizantes (em pequenos losangos salientes). Ainda existem, nos ângulos da face superior do remate, vestígios dos ferros de sujeição.

O monumento tem uma tipologia pouco comum, não sendo na verdade possível garantir a sua datação. Entre as gentes locais, há quem afirme tratar-se de uma réplica, e não do pelourinho original. A coluna poderia ser muito tardia, correspondendo a modelos utilizados no período barroco, apesar da sua factura tosca. Não é, no entanto, inverosímil que se trate de uma construção manuelina, sabendo-se que neste estilo se recorreu frequentemente a citações antiquizantes, onde tanto caberia a referência salomónica como a decoração geométrica, de sabor românico, do tabuleiro. Ainda acresce o facto de existirem marcas de ferragens no topo do monumento, o que parece contribuir para a sua antiguidade.


Foto;  (cm-lousada)
Texto: (Sílvia Leite/IPPAR)


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Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

Senhor do Padrão - Matosinhos


Datado do século XVIII e conhecido também por “Senhor do Espinheiro” ou “Senhor da Areia”, assinala o local onde, segundo a lenda, apareceu a imagem do Bom Jesus de Bouças, mais tarde conhecida por Senhor de Matosinhos.

Monumento de fortíssimo impacto visual até inícios do século XX, este zimbório encontrava-se isolado no meio do areal da “Praia do Espinheiro” sendo visível a muitos quilómetros de distância quer do lado da terra quer do lado do mar.

Não obstante o “Senhor do Padrão” ter perdido, na sequência do desenvolvimento dos últimos 100 anos, muito do seu impacto visual, continua a ser uma importante referência para a cidade e para a comunidade piscatória. Com efeito muita da devoção religiosa dos pescadores de Matosinhos e suas famílias materializa-se junto a este monumento, sendo disso exemplo o dia 1 de Novembro quando o monumento se vê rodeado por milhares de velas que ardem em memória dos pescadores mortos no mar.

Classificado como Monumento Nacional (Decreto-Lei nº 129/77 de 29 de Setembro).


(Fonte: CM-Matosinhos) 


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Sexta-feira, 28 de Março de 2008

Mosteiro de Leça do Balio em Matosinhos

 


 

Classificado como monumento nacional, este imóvel medieval é considerado um dos melhores exemplares arquitectónicos existentes no país, de transição do estilo românico para o gótico. Com origem anterior ao séc. X, foi posteriormente (séc. XII) a primeira casa mãe dos Cavaleiros Hospitalários da Ordem de Malta em Portugal. Da construção românica resta apenas, nas traseiras da igreja, uma ala incompleta do claustro, um portal e uma janela com decoração vegetalista. Foi reedificado no séc. XIV, segundo o modelo das igrejas fortaleza. A fachada principal de estilo gótico, com ampla rosácea radiada e rematada por uma cruz da Ordem de Malta, possui torre de menagem de traça românica, coroada de ameias. No interior, dividido em três naves, podemos admirar a capela-mor com abóbada de nervuras, a capela de Nossa Senhora do Rosário ou do Ferro e os túmulos de vários cavaleiros e frades, destacando-se a arca tumular de Frei João Coelho, Grão-Mestre da Ordem, com estátua jacente da autoria de Diogo Pires, o Moço, bem como a pia baptismal, cuja base é decorada por animais exóticos. No exterior, o Cruzeiro é também da autoria do mesmo mestre coimbrão. Foi neste Mosteiro que o rei D. Fernando casou com D. Leonor de Teles.

Apesar da referência documental mais antiga deste monumento datar do ano de 1003, a fundação deste mosteiro é certamente muito anterior. Seria na época apenas um pequeno cenóbio albergando uma comunidade provavelmente beneditina. No séc. XII é doado aos monges-cavaleiros da Ordem de S. João do Hospital, tornando-se assim a primeira sede desta ordem em Portugal. A estrutura gótica do monumento remonta às obras de remodelação e ampliação efectuadas no séc. XIV por iniciativa do Balio D. Frei Estevão Vasques de Pimentel.

Do mosteiro resta apenas a igreja, de planta cruciforme, ladeada por uma alta torre quadrangular, provida de balcões com matacães, a meia altura e no topo, em ângulo, seteiras, dando à igreja um aspecto de verdadeira fortaleza militar.

No seu interior destaca-se, sobre a campa de Frei Estevão Vasques, uma placa de bronze, com diversos motivos decorativos e contendo o epitáfio do defunto em caracteres leoneses.

Está classificado como Monumento Nacional pelo Decreto de 16.06.1910 DG 136 de 23 de Junho de 1910.

 


 

(Texto: CM-Matosinhos)


publicado por MJFSANTOS às 00:41
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Terça-feira, 18 de Março de 2008

Estátua Julio Dinis - Porto


 

Pseudónimo usado pelo escritor Joaquim Guilherme Gomes Coelho, nascido no Porto em 1839, onde faleceu por ter contraído a tuberculose, em 1871, portanto com apenas 32 anos de idade. Apesar da sua vida ser muito curta, este talentoso escritor portuense, legou-nos alguns romances dum belo estilo bucólico, cheios de amor pela vida e pela natureza, parecendo que a sua enfermidade fatal, em nada teria afectado o seu espírito magnânimo. Logo aos 19 anos publicou o seu primeiro romance, intitulado justiça de Sua Magestade. Colaborou nos jornais portuenses A Grinalda e o Jornal do Porto e publicou, designadamente os romances: As Pupilas do Sr. Reitor, A Morgadinha dos Canaviais, Uma Família Inglesa, Os Fidalgos da Casa Mourisca, um livro de poemas, Poesias e um livro de novelas, Serões da Província, que tinham sido publicados no jornal do Porto, no inicio da sua carreira entre 1862 e 1864.

Busto em bronze, da autoria de João da Silva, financiado por subscrição pública, inaugurado em 1926 no Largo da Escola Médica, hoje Largo Prof. Abel Salazar.


Foto: Manuel de Sousa

Texto: PortoXXI


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Terça-feira, 11 de Março de 2008

Monumento a Raul Brandão - Foz do Douro - Porto


 

Raul Germano Brandão (Foz do Douro, 12 de Março de 1867 — Lisboa, 5 de Dezembro de 1930), militar, jornalista e escritor português, famoso pelo realismo das suas descrições e pelo liricismo da linguagem.

Biografia

Raul Germano Brandão nasceu na Foz do Douro a 12 de Março de 1867, localidade onde passou a sua adolescência e mocidade. Sendo filho e neto de homens do mar, o oceano e os homens do mar foram um tema recorrente da sua obra.

Depois de uma passagem menos feliz por um colégio do Porto, Raul Brandão gravita para o grupo dos nefelibatas, sendo sobre o seu signo que desperta para o mundo das letras e publica as suas primeiras obras. Em 1891, terminado o curso secundário e depois de uma breve passagem, como ouvinte, pelo Curso Superior de Letras, matricula-se na Escola do Exército. Com este ingresso, ao que parece a contragosto, inicia uma carreira militar caracterizada por longas permanências no Ministério da Guerra envolvido na máquina burocrática militar. Nas suas próprias palavras: no tempo em que fui tropa vivi sempre enrascado. Paralelamente, mantém uma carreira de jornalista e vai publicando extensa obra literária.

Em 1896 foi colocado no Regimento de Infantaria 20, em Guimarães, cidade onde conhece a sua futura esposa. Casa no ano seguinte, iniciando a construção de uma casa, a Casa do alto, na freguesia de Nespereira, arredores daquela cidade. Aí se fixará em definitivo, gravitando toda a sua vida em torno daquela localidade, embora com prolongadas estadias em Lisboa e noutras cidades. Reformado no posto de capitão, em 1912, inicia a fase mais fecunda da sua produção literária.

Raul Brandão visitou os Açores no verão de 1924, no âmbito das visitas dos intelectuais então organizadas sob a égide dos autonomistas. Dessa viagem resultou a publicação da obras As ilhas desconhecidas - Notas e paisagens (Lisboa, 1926), uma das obras que mais influíram na formação da imagem interna e externa dos Açores. Basta dizer que é em As ilhas desconhecidas que se inspira o conhecido código de cores das ilhas açorianas: Terceira, ilha lilás; Pico, ilha negra; S. Miguel, ilha verde...

Faleceu a 5 de Dezembro de 1930, aos 63 anos de idade, deixando uma extensa obra literária e jornalística.


Foto: António Amén

Texto: Wikipedia

sinto-me:

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Quarta-feira, 5 de Março de 2008

Estátua Conquista de Ceuta - Largo António Calém - Porto

 


A conquista de Ceuta foi preparada com a antecedência necessária, durante alguns anos em que se recolheram várias informações sobre a cidade. Era rica e formosa. O Infante D. Henrique, natural do Porto, organiza nesta cidade, uma esquadra que se irá juntar à do pai, D. João I que em 1415, comandou uma expedição com 200 navios levando 19 000 combatentes e 1700 marinheiros que o levou à conquista de Ceuta.

Monumento em bronze da autoria de Lagoa Henriques, em 1960 colocado no jardim do Ouro, Largo de António Cálem. Na parede que está junta ao Monumento lê-se a seguinte inscrição:


«FROTA DO INFANTE»

«CEUTA 1415»

«À GREI

que lhe deu Navios

Provisões

e nela embarcou»

PORTO 1960


Foto: JF Lordelo

Texto: Porto XXI


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Domingo, 28 de Outubro de 2007

D. Pedro IV

Imagem:D. Pedro IV Porto.JPG

 

O Monumento a D. Pedro IV situa-se na Praça da Liberdade no Porto

É uma estátua equestre da autoria do escultor Célestin Anatole Calmels. A primeira pedra foi posta em 9 de Julho de 1862. Foi inaugurado em 19 de Outubro de 1866. Tem 10 metros de altura e cinco toneladas de bronze.

A estátua de bronze, apresenta D.Pedro IV vestido com a farda de caçadores 5 e sobre ela uma placa (espécie de sobrecasaca) que era o seu traje habitual; na mão direita segura a carta e na esquerda as rédeas do cavalo.

No pedestal são representadas duas cenas da vida do homenageado, em dois baixos relevos. Os baixos relevos originais eram de mármore de Carrara, mais tarde foram substituídos pelos actuais em bronze.

Um deles representa o desembarque na praia do Mindelo, onde se vê D. Pedro IV a entregar a bandeira a Tomás de Melo Breyner.

O segundo mostra a entrega do coração de D. Pedro ao Porto. O coração encontra-se na Igreja da Lapa

Imagem:D.Pedro coração.JPG

 


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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

Catedral Sé do Porto

 

A Catedral (Sé) da cidade do Porto, situada no coração do centro histórico, é um dos seus principais e mais antigos monumentos.

O início da sua construção data da primeira metade do século XII, e prolongou-se até ao princípio do século XIII. Esse primeiro edifíco, em estilo românico, sofreu muitas alterações ao longo dos séculos. Da época românica datam o carácter geral da fachada com as torres e a bela rosácea, além do corpo da igreja de três naves coberto por abóbada de canhão. A abóbada da nave central è sustentada por arcobotantes, sendo a Sé do Porto um dos primeiros edifícos portugueses em que se utilizou esse elemento arquitectónico.

Na época gótica construiu-se a capela funerária de João Gordo (cerca de 1333), cavaleiro da Ordem dos Hospitalários e colaborador de D. Dinis, sepultado em um túmulo com jacente. Também da época gótica data o claustro (séc XIV-XV), construído no reinado de D. João I. Este rei casou-se com D. Filipa de Lencastre na Sé do Porto em 1387.

O exterior da Sé foi muito modificado na época barroca. Cerca de 1772 construiu-se um novo portal em substituição ao românico original. As balaustradas e cúpulas das torres também são barrocas. Cerca de 1736, o arquitecto italiano Nicolau Nasoni adicionou uma bela galilé barroca à fachada lateral da Sé.

À esquerda da capela-mor encontra-se um magnífico altar de prata, construído na segunda metade do século XVII por vários artistas portugueses, salvo das tropas francesas em 1809 por meio de uma parede de gesso construída apressadamente. No século XVII a capela-mor original românica (que era dotada de um deambulatório) foi substituída por uma maior em estilo barroco. O altar-mor, construído entre 1727-1729, é uma importante obra do barroco joanino, projectado por Santos Pacheco e esculpido por Miguel Francisco da Silva. As pinturas murais da capela-mor são de Nasoni.

O transepto sul dá acesso aos claustros do século XIV e à Capela de São Vicente. Uma graciosa escadaria do século XVIII de Nasoni conduz aos pisos superiores, onde os painéis de azulejos exibem a vida da Virgem e as Metamorfoses de Ovídio.

A sé integra três belos órgãos. Um deles, no coro-alto, marca em Portugal um periodo que dá início ao desenvolvimento organístico. Trata-se de um órgão do construtor Jann, o mesmo construtor do órgão da igreja da Lapa (Porto), ambos promovidos pelo esforço e iniciativa do Cónego Ferreira dos Santos.

 

 

publicado por MJFSANTOS às 00:00
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