Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Edificio na Rua Ten. Valadim - Póvoa do Varzim

A arquitectura Arte Nova em Portugal pautou-se, na grande maioria dos casos, por manifestações como as que podemos observar neste prédio da Póvoa do Varzim. Sem a unidade conferida por um projecto global, a nova arte evidenciou-se, essencialmente, na superfície das fachadas, em painéis de azulejo cujos motivos eram desenvolvidos de forma natural e "orgânica". A mesma linguagem surgiu, também, nas grades de ferro forjado, que protegiam as varandas, ou ainda noutros elementos decorativos que, no seu todo, confluíam para emprestar aos prédios do final de novecentos e início do século XX uma modernidade aparente e um eclectismo que denunciava, em última análise, a encruzilhada da arte portuguesa de então.

É, pois, neste contexto, que o n.º 73 da Rua Tenente Valadim deve ser entendido. Trata-se de um edifício de dois andares, ambos abertos por dois vãos, mas beneficiando o primeiro piso de um tratamento superior. Este, é percorrido por uma grade de ferro, com motivos enrolados, que define a varanda, apoiada sobre mísulas com remates em flor. O edifício termina numa composição de linhas rectas, e em forma de trapézio, moldurado.

Assim, ganham especial relevância na animação deste alçado os painéis de azulejo, aplicados entre as janelas de sacada e no friso que se lhes sobrepõe. Ambos desenham motivos florais em tons de rosa e verde, sobre fundo amarelo, mas o segundo é interrompido, ao centro, pela figuração de um pavão, um dos animais preferidos pela linguagem Arte Nova.

Em todo o caso, o carácter Arte Nova deste edifício contrapõe-se a determinados pormenores, como o desenho dos elementos que flanqueiam as janelas superiores, cujo espírito rectilíneo se aproxima de um gosto Art Déco. Nesta medida, é possível que a edificação deste imóvel seja um pouco mais avançada, correspondendo, muito possivelmente, à segunda década do século XX.


publicado por MJFSANTOS às 06:22
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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

Os Azulejos no Porto

 

 As frias e cinzentas paredes das casas, igrejas e palácios da cidade do Porto ganham vida quando revestidas de pequenos azulejos. Colorindo fachadas ou formando majestosos painéis , o azulejo tornou-se uma característica profunda da cultura Portuense.

Foi no século XIX que a aplicação deste tipo de revestimento ornamental teve o seu apogeu, contribuindo para isso a influencia dos emigrantes brasileiros que ao regressarem a Portugal construíam as suas casas revestindo-as com este material.  Nessa altura a
que até então se fazia exclusivamente no sul do país, deu os seus  primeiros frutos nas cidades do Porto e de Gaia passando então por um período de grande prosperidade (os padrões de desenho em relevo caracterizam a região do norte). A maior parte da produção destinava-se à exportação para o Brasil onde a aplicação do azulejo no revestimento das fachadas dos prédios era já prática corrente
por constituir uma boa protecção para a humidade e pela sua resistência e características térmicas. No entanto podemos encontrar vestígios do uso deste material muito antes desta  altura, por exemplo, a azulejaria da Igreja da Misericórdia assente por Domingos Rocha data do ano de 1629-30 são, contudo, raros os revestimento interiores anteriores ao século XIX. Ao longo dos tempos os ceramistas foram acompanhando as diferente correntes artísticas expressando nos azulejos um pouco da história da arte, as técnicas usadas foram também mudando e evoluindo a estampilha e/ou pintura manual deram lugar à estampagem mecânica. A harmoniosa partilha da cidade entre granito e o azulejo fez com que o aspecto desta sofresse grandes alterações criando a imagem que hoje temos do Porto.
"Esta nossa cidade - seja dito para
aquelas pessoas que porventura a
conhecem menos - divide-se em
três regiões, distintas por
fisionomias particulares. A região
oriental, a central e a ocidental. O
bairro central é o portuense
propriamente dito; o oriental, o
brasileiro; o ocidental, o inglês. (...).
O bairro oriental é principalmente
Brasileiro, por mais procurado pelos
Capitalistas que recolhem da
América. Predominam nestes
enormes moles graníticas, a que
chamam palacetes; o portal largo,
as paredes de azulejo azul, verde
ou amarelo, liso ou de relevo; o
telhado de beiral azul; as varandas
azuis e douradas; (...)."
PortoXXI

 


 

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Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007

Azulejos - Porto


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