Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

Casa de São Sebastião ou Antiga Biblioteca Municipal - Vila do Conde


Enquadramento

Urbano, isolado, separado por muro e jardim.

Descrição

Planta rectangular, composta, com volumes articulados horizontalmente, cobertura exterior de telhado diferenciado em várias águas, possuindo ao centro torre amansardada com janelas de arco de volta perfeita, de duas folhas. Fachada principal com embasamento de granito, formado por três corpos separados por pilastras e de dois pisos separados por friso. No corpo central abrem-se, ao nível do 1º piso, dois portões de arco abatido nos extremos, seguidos por pequena janela gradeada, de uma porta de verga recta e duas outras janelas iguais; no 2º piso, oito janelas de sacada com arco abatido, guardas de ferro e bandeira superior com vidros formando flor. O corpo da direita possui portão de arco abatido ladeado por duas janelas gradeadas no 1º piso e três janelas de sacada iguais no 2º. O corpo da esquerda é rasgado por portal de arco abatido e ladeado por pilastras que apoiam frontão interrompido; lateralmente, ao nível do 2º piso, duas janelas de sacada. Ao nível do 1º piso, a fachada é ritmada por 14 vãos de janela com sacada. A E., na fachada principal, encontra-se um portal que, ao nível do 1º piso, remata com frontão interrompido. A fachada lateral O., de um só pano, apresenta ao nível do 1º piso duas portas e duas janelas de guilhotina. No 2º piso, existem quatro janelas de sacada. A fachada O. é prolongada em direcção S., por muro de vedação com porta entaipada. A fachada posterior, orientada a S. e com janelas de guilhotina, apresenta ao centro um corpo proeminente, também este com janelas de guilhotina. A entrada no edifício é feita através do portal, acedendo-se a um pátio com pavimento em lajeado de granito. Deste, acede-se ao piso nobre por escadaria de lanços opostos, rematada por volutas e suportada por colunas de granito e de ferro. Esta escadaria dá acesso a uma varanda. O interior ao nível do 2º piso tem pavimento de madeira, tectos de estuque ornamentados com motivos vegetalistas e geométricos. As portas são de madeira almofadadas. O logradouro, ocupado por jardim e horta, tem na extremidade S. um torreão de cariz romântico.

Época Construção

Séc. 18

Cronologia

Séc. 18 - Construção; pertenceu aos Viscondes da Beira; séc. 19 - modificações; séc. 19, meados - passou para a família Figueiredo Faria; séc. 20 - instalação da Biblioteca Municipal; 1995, 2 Outubro - Despacho de abertura do processo de instrução relativo à eventual classificação do imóvel.

Tipologia

Arquitectura civil, barroca e romântica. Palácio urbano barroco de planta rectangular e fachada principal de dois pisos, formada por três corpos separados por pilastras.

Características Particulares

De realçar a solução utilizada no friso separador dos pisos que, no corpo da esquerda, acompanha a curva do frontão, o qual, com a sua altura, interrompe a fenestração regular da fachada principal, mas não desarmoniza o conjunto.

Dados Técnicos

Estrutura autoportante e mista.

Materiais

Alvenaria de granito rebocado, granito aparente, telha marselha e telha aba e canudo, madeira, ferro, estuque.

(Texto: DGEMN)


publicado por MJFSANTOS às 07:33
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008

Casa e quinta da Companhia - Paço de Sousa - Penafiel

A história da Quinta da Companhia, que deve a sua designação à Companhia de Jesus (original possuidora desta propriedade), encontra-se intimamente associada à história do Mosteiro de São Salvador de Paço de Sousa, a partir do século XVI, quando o Cardeal D. Henrique foi abade-comendatário desta casa religiosa. De facto, o futuro regente e rei encontra-se no centro da questão que envolveu os monges beneditinos de Paço de Sousa e os jesuítas.

D. Henrique tornou-se abade-comendatário deste convento em 1535, cargo que trocou, três anos mais tarde, pelo do Mosteiro de Castro de Avelães, regressando a Paço de Sousa em 1560. A cedência dos direitos comendatários à Companhia de Jesus é posterior. No contexto da reforma dos mosteiros de S. Bento, o Papa Pio V ordenou que todas as casas que não pudessem ser reformadas, fossem cedidas a outras ordens, o que veio a acontecer a Paço de Sousa, entregue à Companhia de Jesus, ou mais precisamente, ao colégio do Espírito Santo de Évora, em 1570. Contudo, os beneditinos opuseram-se a esta resolução e, em 1578, o Papa Gregório XIII acabou por anular a anterior disposição, cedendo à Companhia apenas a renda da mesa abacial. Aos beneditinos cabia a posse do mosteiro e a renda da mesa conventual, em todo o caso, bastante inferior à dos jesuítas.

Uma vez que os religiosos de São Bento conservavam as instalações conventuais, os jesuítas viram-se obrigados a construir uma casa professa e respectivo celeiro, que correspondem, hoje, à Casa da Companhia. Os terrenos para concretizar este empreendimento foram trocados com o mosteiro. Com a extinção da Companhia, em 1759, esta propriedade (com os foros da Mesa Abacial) foi adquirida pelo negociante José de Azevedo e Sousa, de Vila Nova de Gaia, que instituiu os bens em Morgado, deixando-o à sua segunda filha. A família manteve a Quinta na sua posse e, na segunda metade do século XIX foi, precisamente, um dos seus descendentes o responsável pelas profundas obras de remodelação da Casa, Diogo Leite Pereira de Melo, fidalgo da casa Real e presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia. Contudo, a intervenção não foi tão vasta quanto o desejava Diogo Leite, uma vez que os planos iniciais não puderam ser cumpridos por falta de recursos financeiros. Com a sua morte a Quinta foi vendida e o novo proprietário realizou uma série de reformas, que incidiram, principalmente, ao nível do interior.

O acesso à Quinta faz-se através de um portão recortado, ladeado por pináculos e coroado por pedra de armas. A fachada principal desenvolve-se em três pisos e é aberta por uma série de vãos, simétricos. O acesso ao primeiro piso é feito através de uma escadaria exterior, de desenho irregular, de lanços convergentes (dois de um lado e apenas um do outro).

Paralela à fachada, encontra-se ainda a capela, de nave única e coro alto que comunica com o piso intermédio do edifício de habitação. O alçado principal deste pequeno templo é flanqueado por duas pilastras cunhais, encimadas por pináculos e, ao centro, abre-se o portal, rematado por frontão curvo, interrompido por pinha, ao qual se sobrepõe um óculo. No interior, destaca-se o retáblo-mor, de talha dourada que se insere ainda num contexto seiscentista, ou proto-barroco, bem como o tecto, em caixotões, dourado e policromado.

Como já referimos, a casa foi objecto de profundas modificações entre os séculos XIX e XX, que lhe conferiram um aspecto mais próximo do neoclássico. Contudo, a capela conservou o traçado depurado e maneirista da época da sua construção. Ela é a mais viva memória da antiga vivência jesuíta, a par do celeiro, de características funcionais e implantado a Sul da habitação actual.

A Quinta desenvolve-se nos terrenos que cercam a casa, integrando espaços ajardinados, e a mata, onde é possível encontrar várias árvores centenárias e alguns locais de lazer, entre os quais destacamos a denominada Fonte dos Frades.

 


 

Texto: (RCarvalho) - IPPAR

Fotos: DGEMN: DSID


 


publicado por MJFSANTOS às 06:37
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Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Casa de Recarei - Leça do Balio - Matosinhos




O sítio de Recarei deverá ter sido um dos primeiros locais habitados da freguesia de Leça do Bailio, surgindo referenciado em documentos desde o século XI. Todavia, a Casa e respectiva Quinta remontam ao século XV, sendo que o edifício que observamos actualmente foi construído no século XVI e modificado nas centúrias imediatamente posteriores.

Igualmente conhecida por Quinta do Alão, a Casa de Recarei deve esta designação à família Alão de Moraes, proprietária deste espaço desde o século XVII, em consequência do casamento de Maria Nunes Camelo, herdeira da Quinta, com Aleixo Alão de Moraes. As armas da família encontram-se patentes no portão da propriedade, num outro portão de dimensões mais reduzidas e ainda numa das fontes.

A Casa, de planta em forma de U, foi associada à capela de Nossa Senhora da Assunção já no século XVIII. Esta, apresenta fachada de linhas simples, rematada na empena por um torre sineira, situada no eixo do portal principal e da janela que se lhe sobrepõe. O alçado da Casa é bastante regular, destacando-se a escadaria e a varanda, melhoramentos contemporâneos da intervenção na capela.

O jardim, magnífico exemplar de arquitectura paisagística do século XVII, deverá remontar à época em que habitou a casa D. Cristóvão Alão de Morais, célebre genealogista e autor da Pedatura Lusitana. Organizado em plataformas desniveladas, tão características dos jardins do Norte, este espaço beneficia de um sistema de distribuição de águas, integrado no pavimento em caleiras de granito, que ainda existe. O que explica a existência de diversas fontes e chafarizes, que deveriam funcionar como reservatórios de água, a ser distribuída conforme necessário.

Os diferentes elementos arquitectónicos dispersos pelo jardim têm vindo a ser atribuídos a Nicolau Nasoni. Entre os mais significativos encontra-se uma fonte, cujo muro é rematado lateralmente por flores-de-lis e pináculos característicos da obra deste arquitecto italiano, ou o chafariz com um golfinho, motivo bastante utilizado por Nasoni. De acordo com Pinho Brandão, os pináculos que rematam as colunas, na entrada da Quinta, o portal de entrada no terreiro (semelhante a um outro da Quinta de Santa Cruz do Bispo), ou as duas edículas do jardim, deverão ser, igualmente, obra de Nicolau Nasoni.




Foto: José Pedro Gama (2006) - IPPAR

Texto: (Rosário Carvalho) - IPPAR

publicado por MJFSANTOS às 19:14
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Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

Casa de Santiago - Matosinhos

 


 

A Casa de Santiago foi mandada construir por João Santiago de Carvalho e Sousa, para sua residência na última década do século XIX, Era então designada por “Quinta de Villa Franca” numa alusão ao local onde se encontrava. O autor do projecto foi Nicola Bigaglia, veneziano radicado em Portugal desde a década de 1880. A casa adopta um estilo arquitectónico ecléctico e revivalista, ao gosto da época, integrando elementos neo-medievais num tom genérico renascentista que caracterizará as suas obras posteriores.

A variedade de elementos estruturais e decorativos, a sua expressividade e o seu simbolismo fazem desta casa um elemento interessantíssimo de estudo. A casa foi adquirida pela Câmara Municipal de Matosinhos em 1968 tendo a sua recuperação e adaptação a museu sido dirigida pelo arquitecto Fernando Távora.

O visitante poderá observar a reconstituição duma época através da aproximação possível ao interior de uma habitação burguesa, instalada numa das zonas de veraneio mais concorridas na passagem do século, conferindo ao projecto da Quinta de Santiago uma dimensão de Casa Museu.

No segundo piso está exposta uma colecção de pintura e escultura que toma como base três nomes destacados da colecção de Arte da Câmara Municipal de Matosinhos: António Carneiro (1872-1930), Agostinho Salgado (1905-1967) e Augusto Gomes (1910-1976). Sendo três figuras ligadas a Matosinhos e a Leça a obra destes três artistas envolve três leituras diversas do mar, da terra mais interior e das gentes de Matosinhos. Paralelamente um programa de exposições temporárias, renovadas periodicamente são um importante factor de atracção que recomenda uma visita a este museu que está aberto todos os dias das 10.00 às 18.00 horas (encerra à Segunda-feira).

 


 

 


(Fonte: CM-Matosinhos)


publicado por MJFSANTOS às 00:45
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Sábado, 27 de Outubro de 2007

Casa da Rua da Reboleira, Nº 59 - Porto

Imagem:Casa Rua Reboleira 59 (Porto).JPG

 

A Casa da Rua da Reboleira, Nº 59 situa-se na cidade do Porto, em Portugal.

Trata-se de uma casa-torre com paredes de granito coroada de ameias. Um dos únicos exemplares da arquitectura civil do século XIV da cidade, mantendo até aos dias de hoje a sua estrutura original.

A sua construção consta de um acordo celebrado em Setembro de 1688, entre o mestre pedreiro Manuel Mendes e Pedro Sem, e foi também o local do nascimento de Pedro Sem da Silva (filho) que aqui morou até ao seu casamento.

Entretanto, serviu como o Hotel Inglês e, mais recentemente, foi adaptado para um centro de dia para idosos.


publicado por MJFSANTOS às 09:49
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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007

Casa de Ramalde

 

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Casa de Ramalde foi solar da família Leite desde a primeira metade do século XVI. Nessa época, o edifício era bastante simples, tendo sido parcialmente integrado na nova construção projectada por Nasoni já no século XVIII, ou mais concretamente numa data próxima daquela que se encontrou na capela anexa - 1746. De entre os elementos que Nasoni terá incorporado, destaca-se a torre, que se mantém ao centro da nova construção setecentista. Esta e a ampla escadaria da fachada retomam modelos já ensaiados na Quinta do Chantre, uma das obras mais significativas de Nasoni no contexto da arquitectura nobre rural portuense (SMITH, 1966, p. 143).

Saliente-se, no entanto, que muito embora Robert Smith atribua a reconstrução da Casa de Ramalde a Nicolau Nasoni não existem, até à data, referências documentais que comprovem esta ideia; ainda que a mesma seja relativamente bem aceite pela generalidade dos investigadores (FERREIRA ALVES, p. 310).
O edifício actual e que remonta ao projecto do século XVIII, apresenta planta rectangular, de dois pisos e capela de uma só nave, que Nasoni terá ligado ao solar através de "uma passagem em forma de quadrante" (SMITH, 1966, p. 143). A fachada do solar é mais austera que a de Chantre enquanto que o alçado da capela, dedicada a São Roque, apresenta uma linguagem severa, à excepção da pedra de armas no frontão, interrompido sob o campanário sustentado por uma peanha. A capela contém no seu interior o túmulo de João Leite Pereira, também atribuído a Nasoni.

Todo o conjunto é delimitado por um amplo muro, que integra o solar, a capela, uma área de terrenos agrícolas e um jardim de gosto barroco.
Mas, e de acordo com Robert Smith, o que mais distingue a Casa de Ramalde e lhe confere alguma relevância no âmbito dos projectos de Nasoni, é o carácter neo-gótico que o arquitecto imprimiu a este solar; num revivalismo avant la lettre, que coincide cronologicamente com as experiências iniciais do Gothic Revival inglês, pela mão de Batty Langley. De facto, na Casa de Ramalde encontram-se elementos de cariz gótico, muitos dos quais se mantiveram da construção anterior, conjugados com volutas, numa fusão estilística de padrões antigos e modernos que retoma modelos utilizados por Batty Langley num livro editado em Londres, à época (SMITH, 1966, p. 143). Um gosto que se encontra ainda em outras obras suas - casa do Dr. Barbosa, Torre da Prelada ou portada de Santa Cruz do Bispo.
A Casa de Ramalde é também conhecida como Casa Queimada, devido ao grande incêndio sofrido aquando das invasões francesas. Em 1870 o então proprietário empreendeu esforços para recuperar o solar e a capela, que seriam reconvertidos em Museu Nacional de Literatura, em 1968. Este último encerrou a sua actividade em 1988, tendo sido o edifício entregue ao então IPPC. Actualmente acolhe a Direcção Regional do Porto do IPPAR.

(Texto Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Casa_de_Ramalde")


publicado por MJFSANTOS às 15:24
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