Marques de Oliveira / 1853-1927
Natural do Porto, João Marques da Silva Oliveira é, ainda muito novo, discípulo de António José da Costa. Na Academia Portuense de Belas-Artes é um dos melhores alunos de João Correia no curso de Pintura Histórica. Tal como Silva Porto, é o primeiro de uma série de pintores a beneficiar de uma bolsa do Estado no estrangeiro. Em Paris, é aluno de Canabel e de Yvon na Escola Nacional de Belas- Artes e contacta com movimentos não oficiais, como o naturalismo de Barbizon e, até mesmo, com o impressionismo.
Em 1879, depois de uma breve passagem por Itália, regressa ao Porto e, à semelhança de Silva Porto, introduz a Pintura de Ar Livre em Portugal, exercendo uma enorme influência na formação da geração de pintores do último quartel do séc.XIX. Obras como Céfalo e Prócris (a sua última grande composição como pensionista), patente neste Museu, é bem ilustrativa dos valores estéticos da nova escola de paisagem, apreendidos em Paris.
Á imagem do que acontece em Lisboa (Grupo do Leão, criado por Silva Porto), Marques de Oliveira cria, no Porto, em 1880, o Centro Artístico Portuense: associação de artistas e amadores, empenhados no progresso das Belas-Artes. Pouco depois, em 1881, é professor na Academia Portuense de Belas-Artes, onde ocupa mais tarde o lugar de director. A sua longa carreira de ensino (até 1926) é considerada notável, levando os alunos ao contacto directo com a natureza e insistindo na qualidade do desenho como base de qualquer obra.
Apesar da sua formação, Pintura Histórica é ao que menos se dedica ao longo da vida. A sua vasta obra, espalhada em pequenos núcleos por museus e particulares, é de Pintura de Paisagem e representa, sobretudo, o Norte do país. A predilecção é o mar da Póvoa de Varzim, de Matosinhos, da Aguda...Dedica-se, também, à Pintura decorativa (gabinete da presidência da Bolsa do Porto), à Pintura Religiosa (painéis da Sagrada Família e do Coração de Jesus, respectivamente para as igrejas portuenses dos Congregados e dos Grilos) e, ainda, à ilustração de revistas e livros.
Das numerosas exposições em que participou, destacam-se as três últimas da SPBA (1880,1884 e 1887) - ganhou nas duas primeiras, medalhas de 3ª e 2ª classe -, Grémio Artístico - recebeu uma medalha de 3ªclasse na de 1892-, Instituto Portuense de Estudos e Conferências e Fotografia União (Porto, 1908).
Em 1929, dois anos depois da sua morte, o Porto presta-lhe homenagem, inaugurando um monumento em sua honra, no Jardim de S. Lázaro, e uma exposição de Quadros do Grande Mestre Marques de Oliveira, no Ateneu Comercial do Porto.

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