Domingo, 23 de Novembro de 2008

Solar dos Carneiros - Póvoa do Varzim


O edifício situada na Rua do Visconde e na Rua da Amadinha, conhecido por solar dos Carneiros, é a única casa brasonada existente na Póvoa de Varzim. A sua longa fachada, onde se exibe o brasão de armas da família, desempenhou um papel fundamental no tecido urbano e sócio-económico da Póvoa, vincando a imagem de poder e de relevo social que os seus proprietários pretendiam transmitir.


A sua construção remonta ao século XVIII, inserindo-se num dos modelo mais utilizados na arquitectura civil de Setecentos, a denominada casa comprida. O brasão, no andar nobre, é flanqueado por duas janelas marcando o eixo deste corpo da fachada, com janelas de sacada no piso superior, e no térreo, duas portas e janelas de linhas rectas, alinhadas pelo friso que separa os dois pisos.


No interior, e para além de um tecto de masseira, original, destaca-se a capela, com altar de talha policroma, a imitar marmoreados.
Quando, em 1936 se realizou a 1ª Exposição Regional de Pesca Marítima, um dos seus impulsionadores, António dos Santos Graça, decidiu prolongar esta iniciativa e promover a organização de um Museu Municipal, que veio a ser inaugurar no ano seguinte, no solar dos carneiros, com as peças da Exposição e outras entretanto reunidas.


A Câmara Municipal adquiriu o imóvel em 1974, promovendo, a partir de então, obras de remodelação e ampliação, que estavam concluídas em 1985, data da reabertura ao público do renovado Museu de Etnografia e História.


 
Texto: (Rosário Carvalho) / IPPAR

Foto: DGEMN: DSID


 


publicado por MJFSANTOS às 07:22
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Sábado, 29 de Dezembro de 2007

Biblioteca Municipal do Porto

 

A história do antigo convento de Santo António da Cidade, pertença dos frades menores reformados de São Francisco, remonta a 1783, ano em que teve início a sua construção, em terrenos situados em São Lázaro. Pensava-se, à época, que este poderia vir a ser um dos maiores edifícios conventuais da cidade do Porto, mas as obras prolongaram-se por longas décadas e em 1834, ano do decreto que estabelecia a Extinção dos Conventos, não estava ainda concluído. O que não impediu a instalação neste espaço das tropas inglesas, numa época (1831) em que os religiosos haviam já abandonado o convento. Depois de 1834, a história do edifício é paralela à da Biblioteca Municipal do Porto, que acolheu nas suas instalações a partir de 1842. Entretanto, também aqui estiveram sediadas a Escola de Belas Artes e o Museu Municipal.
A Biblioteca foi criada por D. Pedro IV em decreto com data de 3 de Julho de 1833, tendo conhecido diversas instalações, antes de adoptar, definitivamente, as do antigo convento de Santo António, doado à Câmara em 1839. A inauguração ocorreu a 4 de Abril de 1842, remontando a esta época o retrato do rei, que ainda hoje se conserva. Aqui se recolheu boa parte das bibliotecas conventuais, constituindo este o fundo inicial da instituição, depois enriquecido pelas aquisições do seu 2º bibliotecário, Alexandre Herculano.
Do antigo convento resta apenas o edifício, uma vez que a igreja foi demolida. Este, desenvolve-se em função do claustro, de dois andares, que se abre para o pátio através de uma arcaria de volta perfeita, no primeiro, e janelas de frontões curvos, no segundo. Ao centro, um chafariz ostenta a data de 1789.
A fachada principal, da segunda metade do século XVIII, apresenta três andares, com vãos diferenciados mas simétricos, a que correspondem, no telhado, pequenas trapeiras. O seu interior foi objecto de remodelações profundas, com o objectivo de melhor responder às necessidades actuais, encontrando-se, actualmente, em fase de expansão das suas instalações. Numa época em que a influência da comunidade inglesa se impunha, mas coexistia, ainda, com a forte tradição do barroco de Nicolau Nasoni, este imóvel destaca-se pela austeridade e depuração arquitectónica e decorativa.
Para alem dos diversos fundos de origem diversa (manuscritos, especiais...), o edifício da Biblioteca Pública caracteriza-se, ainda, pelo depósito de múltiplos azulejos provenientes de casas conventuais da região, aplicados na entrada e claustro. Entre estes destacamos um painel da segunda metade do século XVIII, que veio do convento de São Bartolomeu de Coimbra, outros dois, da mesma época, do refeitório do mosteiro de São Bento da Vitória, e ainda do convento de Santa Clara do Porto e do Mosteiro de São Bento de Avé-Maria.

 

(IPPAR)


publicado por MJFSANTOS às 09:56
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