Sábado, 6 de Dezembro de 2008

Aqueduto Santa Clara

Foto: Paulo Almeida Fernandes (2006) - IPPAR


Fundado no início do século XIV, a comunidade monacal de Santa Clara de Vila do Conde debateu-se desde o início da edificação do mosteiro com problemas relacionados com o abastecimento de água. Na época foi construído um tanque, uma “arca de água”, dentro da cerca do mosteiro, uma solução que se tornou insuficiente nas centúrias seguintes.

 

Em 1626 a abadessa do mosteiro, D. Maria de Meneses, deu início à construção de um aqueduto que transportaria as águas de uma nascente em Terroso até ao mosteiro. Os terrenos necessários à edificação foram adquiridos pela abadessa, e contrataram-se mestres pedreiros para darem início à fábrica de obras. No ano de 1636 estas eram interrompidas, devido a um problema de desnivelamento que inviabilizou todo o trabalho feito até então.

 

Em Dezembro de 1705 D. Bárbara de Ataíde, a nova abadessa, contratou o engenheiro militar Manuel Pinto de Villa Lobos e o capitão Domingos Lopes para delinearem um novo projecto para o aqueduto. A direcção das obras foi adjudicada a João Rodrigues, mestre pedreiro de Ponte de Lima. Algum tempo depois, o mestre abandonou as obras, por falência, pelo que as Clarissas entregaram a obra a Domingos Moreira, mestre de Moreira da Maia. Em Outubro de 1714 a água chegava pela primeira vez ao claustro do mosteiro.

 

O aqueduto era formado inicialmente por um conjunto de 999 arcos de volta perfeita, abrangendo uma extensão que ultrapassa o actual limite do concelho de Vila do Conde. No entanto, em 1794 um furacão destruiu parte da estrutura. Já no século XX, entre 1929 e 1932, quando a igreja de Santa Clara foi restaurada, alguns dos arcos foram intencionalmente deitados abaixo, para que se tivesse melhor vista sobre a abside do templo.

 

A estrutura subsistente apresenta uma arcada cuja altura e envergadura decrescem, apresentando nalguns troços fenestração no remate superior. A obra foi dedicada pelas freiras clarissas a Santo António, tendo sido colocada uma imagem do padroeiro no depósito do aqueduto.

Fonte: Catarina Oliveira - GIF/IPPAR/ 28 de Fevereiro de 2005


publicado por MJFSANTOS às 06:46
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Edificio na Rua Ten. Valadim - Póvoa do Varzim

A arquitectura Arte Nova em Portugal pautou-se, na grande maioria dos casos, por manifestações como as que podemos observar neste prédio da Póvoa do Varzim. Sem a unidade conferida por um projecto global, a nova arte evidenciou-se, essencialmente, na superfície das fachadas, em painéis de azulejo cujos motivos eram desenvolvidos de forma natural e "orgânica". A mesma linguagem surgiu, também, nas grades de ferro forjado, que protegiam as varandas, ou ainda noutros elementos decorativos que, no seu todo, confluíam para emprestar aos prédios do final de novecentos e início do século XX uma modernidade aparente e um eclectismo que denunciava, em última análise, a encruzilhada da arte portuguesa de então.

É, pois, neste contexto, que o n.º 73 da Rua Tenente Valadim deve ser entendido. Trata-se de um edifício de dois andares, ambos abertos por dois vãos, mas beneficiando o primeiro piso de um tratamento superior. Este, é percorrido por uma grade de ferro, com motivos enrolados, que define a varanda, apoiada sobre mísulas com remates em flor. O edifício termina numa composição de linhas rectas, e em forma de trapézio, moldurado.

Assim, ganham especial relevância na animação deste alçado os painéis de azulejo, aplicados entre as janelas de sacada e no friso que se lhes sobrepõe. Ambos desenham motivos florais em tons de rosa e verde, sobre fundo amarelo, mas o segundo é interrompido, ao centro, pela figuração de um pavão, um dos animais preferidos pela linguagem Arte Nova.

Em todo o caso, o carácter Arte Nova deste edifício contrapõe-se a determinados pormenores, como o desenho dos elementos que flanqueiam as janelas superiores, cujo espírito rectilíneo se aproxima de um gosto Art Déco. Nesta medida, é possível que a edificação deste imóvel seja um pouco mais avançada, correspondendo, muito possivelmente, à segunda década do século XX.


publicado por MJFSANTOS às 06:22
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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Pelourinho da Póvoa do Varzim

O primeiro foral das terras de Varzim foi concedido por D. Dinis, em 1308, determinando a constitução de uma pobra (póvoa) que funcionava como concelho independente. D. Manuel concedeu foral novo aos seus moradores no ano de 1514, em resposta às constantes reclamações contra a jurisdição do Mosteiro de Vila do Conde, que detinha direitos sobre o concelho desde 1318. Cerca de duas décadas depois do foral manuelino, em 1537, a Póvoa é incorporada na Coroa, e anexada à comarca do Porto, estabelecendo-se a sua autonomia plena.
O seu pelourinho foi construído na sequência do foral quinhentista, e esteve levantado na cidade, em implantação desconhecida, até 1854. Nesta data, a câmara determinou a sua destruição, por causar dificuldades à circulação automóvel. A coluna foi levada para uma casa particular, e o seu paradeiro é actualmente desconhecido. A esfera armilar do remate conservou-se, estando integrada no actual pelourinho, erguido em finais do século XIX na Praça do Almada, nas imediações dos Paços do Concelho oitocentistas. É a este último monumento que corresponde a classificação.
O actual pelourinho da Póvoa de Varzim assenta num soco de quatro largos degraus quadrangulares, de parapeito boleado, onde assenta um parapelepípedo com faces almofadadas, rematado superiormente por molduras crescentes, e ligando-se ao último degrau por meio de um largo enbasamento. Sobre este plinto repousa o conjunto da base, coluna, capitel e remate. A base da coluna é constituída por três molduras quadrangulares escalonadas, e o fuste é cilíndrico e esguio, sendo lisa a metade inferior, e canelada a superior. É directamente encimada pelo remate, composto por uma peça semelhante a um peão de xadrez, com base formada por três molduras lisas escalonadas e corpo em pináculo liso, encimado por dois aneletes circulares, onde assenta a esfera. Esta é supostamente herdada do pelourinho manuelino, conforme referido.

 

Texto: SML / IPPAR


publicado por MJFSANTOS às 08:30
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Terça-feira, 20 de Maio de 2008

Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição - Póvoa do Varzim - Porto

 


A Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição foi edificada no começo do século XVIII, entre 1701 e 1740, coincidindo com o reinado de D. Pedro II e D. João V. Situada frente ao porto, na Avenida dos Banhos, foi utilizada para a defesa dos ataques piratas tão frequentes em aqueles tempos. É um edifício de traçado pentagonal em que se destacam suas muralhas e seus quatro baluartes. Seu portal está coroado pelo escudo real e por seu campanário. Possui nas suas instalações uma capela com a imagem da Nossa Senhora da Conceição do século XVIII, situada na tribuna, e um retábulo barroco com quatro colunas. Actualmente é a sede do quartel da Brigada Fiscal da G.N.R. Classificada como Imóvel de Interesse Público.


 

 

 

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publicado por MJFSANTOS às 07:52
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