Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007

Casa Primo Madeira - Rua Campo Alegre - Porto

 

Casa Primo Madeira

 

Esta casa, situada na zona residencial do Campo Alegre, entre outras habitações de famílias destacadas do Porto, pertenceu à família do industrial têxtil Primo Madeira, constituindo uma amostra do ambiente burguês do Porto dos séculos XIX e XX. É um palacete de alguma imponência, enquadrado por um jardim harmónico, reflectindo o gosto de uma elite influenciada pela importante colónia britânica da cidade.
A planta é rectangular, desenvolvendo-se os alçados em dois pisos e cave. A entrada, na fachada principal, faz-se através de um terraço avançado, que forma varanda no piso superior. As molduras das janelas e os frisos em cantaria, as cornijas e balaustradas que rematam a fachada, e a varanda com escadaria de granito que abre a fachada posterior para o jardim, são elementos tradicionais que enobrecem a casa.
Na casa funciona hoje uma biblioteca com estruturas de apoio, de acordo com o projecto de recuperação da autoria do arquitecto portuense Fernando Távora, que recebeu em 1990 o Prémio "João de Almada", atribuído pela Câmara Municipal do Porto.

 

Casa Primo Madeira

 

(IPPAR)

 


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Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

Casa e Quinta da Revolta - Campanhã - Porto

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Foi sobre uma plataforma elevada, com forte relação visual com a paisagem circundante e nas proximidades das conhecidas Quintas da Bonjóia e do Palácio do Freixo, traçadas pelo conhecido arquitecto italiano, Nicolau Nasoni (1691-1773), que, entre os séculos XVII e XVIII, se mandou erguer a Quinta, em tempos, conhecida pela designação de Revolta, talvez pelas características da sua planta, embora seja mais credível que a origem do nome decorra, justamente, de uma revolta ocorrida nas suas imediações durante as invasões francesas ou, até mesmo, na época de D. Maria I (1734-1816).
Na actualidade, este antigo complexo residencial e agrícola é, sobretudo, identificado pelo nome de "Horto do Freixo", em virtude do enorme investimento empreendido pelos actuais proprietários na área da jardinagem e dos viveiros.
Com efeito, a Quinta perpassou várias épocas e episódios até converter-se no Horto que tanta projecção lhe tem conferido nos nossos dias, resultante de várias edificações, acrescentamentos e restauros levados a cabo desde os idos de seiscentos, embora alguns autores considerem a possibilidade de o edifício primordial remontar às duas centúrias precedentes.
Uma das poucas certezas documentais residirá, no entanto, na existência, em meados do século XVIII, da Capela consagrada a Nossa Senhora da Conceição. Quase um século depois, em 1851, os 4ºs. Viscondes de Balsemão aforaram a Quinta ao próprio irmão do Visconde, José Alvo Pinto de Sousa Coutinho de Balsemão, que, entre 1857 e 1861, ter-se-á destacado na promoção da cultura e educação do território angolano. Não obstante, a Quinta seria vendida, logo na década seguinte, ao abastado negociante portuense, José Duarte de Oliveira, para, em 1918, ser comprada pelo conhecido horticultor do Porto, Alfredo Moreira da Silva, em mãos de cujos descendentes ainda permanece.
A área habitacional, propriamente dita, é composta de casa apalaçada de dois pisos, de planta em "L", abrangida por um amplo terreiro com jardim de buxo desenvolvido em torno de um tanque circular granítico. Deste conjunto será, todavia, de realçar a capela adossada à extremidade direita do seu alçado principal, ao qual se acede, aliás, por um portão encimado pela pedra de armas do século XIX, embora ainda de estilo Rocaille, dos Alvo, Brandão e Azevedo. Quanto à capela, ela destaca-se pela presença de um portal de verga curva coroado por frontão arqueado interrompido por um janelão, sendo a cornija rematada por dois pináculos, sendo ainda possível admirar no seu interior os elementos remanescentes do friso azulejar policromado oitocentista.

 

(Fonte: IPPAR)


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