Sábado, 19 de Abril de 2008

Pelourinho de Soalhães - Marco de Canaveses

(Foto: eb1-eiro-soalhaes)

 

 


 

O morgado de Soalhães foi instituído em 1034 por D. João Martins, Bispo de Lisboa. Na região existiu um mosteiro, cuja mais antiga referência data igualmente do século XI, que foi extinto por D. Sancho II antes de 1245. Nessa mesma centúria, a povoação já é concelho, embora o foral chegue apenas em 1514, por doação de D. Manuel. Finalmente, em 1853 Soalhães passa à categoria de freguesia de Marco de Canaveses. Conserva ainda o seu pelourinho, talvez construído na sequência do foral manuelino.

O pelourinho, em granito, ergue-se sobre soco de três degraus quadrangulares, encimados por uma quarta plataforma, mais elevada e com as arestas superiores chanfradas, servindo de base à coluna, que nela encaixa. A coluna possui fuste cilíndrico e liso, e é directamente rematada por ábaco ou tabuleiro quadrado, sem capitel. Este tabuleiro é constituído por três molduras crescentes, sendo a do topo encimada por quatro pináculos cantonais e um pináculo central, de idêntica tipologia, mas de dimensão muito superior. Os pináculos são constituídos por uma peça de base quadrangular e remate em pirâmide quadrada, tipo ponta de seta.

Embora o monumento possa corresponder ao período manuelino, não é fácil datá-lo com precisão; e é ainda possível que seja bastante mais tardio.


Sílvia Leite/IPPAR


publicado por MJFSANTOS às 01:49
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Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Igreja Matriz de Soalhães - Marco de Canaveses


O território abrangido na actualidade pelo município de Marco de Canaveses possui variados testemunhos da passagem de diferentes comunidades humanas ao longo dos tempos, certamente atraídas pelos excelentes recursos cinegéticos que sempre proporcionou à sua sobrevivência e fixação, como comprovam exemplarmente as escavações realizadas na "Área Arqueológica do Feixo". Disso são exemplo a fertilidade dos seus campos, irrigados por inúmeros recursos hídricos, que acabaria por ditar a principal actividade económica das populações neles residentes, ou seja, a agricultura. E foi a par desta característica, que a localização privilegiada da região lhe permitiu acolher algumas das mais importantes feiras medievais do território português, cuja realização era sobremodo facilitada pelas diferentes vias que atravessavam o seu termo.

Uma particularidade que enraizaria já em pleno período medieval, ao longo do qual se ergueram múltiplos edifícios, com destaque para os solares brasonados.

Mas foi também o caso de templos construídos antes do início do processo de formação da nacionalidade, assim como durante a sua consolidação, como testemunha a "Igreja Matriz de Soalhães" erguida junto ao cemitério paroquial.

Erguida no convento beneditino instituído entre os séculos IX e XI, extinto antes de 1245 por D. Sancho II (1209-1248), e convertido em abadia secular na centúria de XIII, a igreja terá sido remodelada já em trezentos.

Construído em granito, o templo, de nave única e tecto coberto por 91 caixotões pintados de madeira (à semelhança do que sucede na capela-mor), apresenta as paredes interiores revestidas, até meio da altura, a azulejo de padrão azul e branco, resultante da intervenção realizada já no século XVIII, prolongados por duas séries de baixos relevos de madeira, pintados e dourados, com imagens da Paixão de Cristo, da Via Sacra e da vida do orago, São Martinho. Um tipo de revestimento de igual modo presente sobre o arco da "Capela das Almas" (situada no lado do Evangelho) e no arco triunfal (exceptuando o intradorso, decorado com temas vegetalistas) que separa a nave da capela-mor que alberga altar neoclássico. Da mesma intervenção barroca data o altar de talha dourada consagrado ao 'Sagrado Coração de Jesus', localizado na nave, no lado da Epístola.

Exteriormente, o alçado principal exibe portal, romano-gótico, axial de duas arquivoltas com capitéis lavrados com motivos vegetalistas sobrepujado por óculo quadrifoliado flanqueado por duas janelas, sendo encimado por cruz pétrea. Quanto à torre sineira, ela foi adossada ao lado esquerdo, possuindo com gárgulas e coruchéu finalizado com fogaréu.


(Foto: eb1-eiro-soalhaes)

(Fonte: IPPAR/A Martins)


publicado por MJFSANTOS às 00:13
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